Opinião

Gustavo Sugahara

A última actualização do PEC apresentada pelo governo garante a estabilidade das desigualdades, da pobreza, e do alto nível de desemprego, mais ainda, corre o sério risco de fazer com que cresçam.

Hugo Evangelista

Qual é a fronteira entre a cultura e a crueldade?

Quanta dignidade tem um espectáculo que inclui actores que são forçados a participar?

Francisco Louçã

O Programa de Estabilidade e Crescimento (2010-2013) representa a estratégia do governo e das políticas liberais em todos os domínios da vida social: redução de salários e subsídio de desemprego, desemprego estrutural acima de 10%, privatização extensiva dos bens públicos, agravamento da desigualdade fiscal, abandono do combate à pobreza e degradação dos serviços sociais. O Bloco de Esquerda tem agora e nos próximos anos um único objectivo: derrotar esta política para conduzir uma alternativa.

João Ricardo Vasconcelos

De facto, é uma chatice mas as contas públicas chegaram a um ponto em que todos vamos ter de nos sacrificar um pouco, todos vamos ter de apertar o cinto. É chato que tal venha a acontecer, mas não existe alternativa. Vai ser necessário emagrecer as despesas do Estado, vai ser necessário reduzir algumas prestações sociais, vai ser preciso aumentar alguns impostos e limitar as deduções fiscais. Terá de se cortar no investimento público e não há como escapar a algumas privatizações. São medidas inconvenientes, mas que têm de ser tomadas e infelizmente cada português vai ter de contribuir para tal esforço. Os tempos assim o exigem e o Estado tem de ser gerido como uma casa: em tempos de aperto, tem de se cortar, cortar e cortar. Que remédio, não é?

A estratégia foi definida. Para reduzir o défice vale tudo – para o prego vão as empresas estratégicas do Estado, os trabalhadores, os pensionistas e os funcionários públicos. Vale tudo menos irritar o sector financeiro e o grande capital. Será que este Governo ainda acredita que quem nos colocou na crise nos vai tirar dela?

Mário Tomé

A luta genuína dos oprimidos tem uma característica singular que dificilmente permite enganos ou manipulações: ela é assumida como uma questão de vida ou de morte.

José Soeiro

Habituado à constante vitimização e desresponsabilização sobre os resultados das suas políticas, o Governo descobriu quem são os culpados da galopante taxa de desemprego em Portugal. Os desempregados e os apoios sociais que alguns destes, cada vez menos, recebem.

José Gusmão

Uma das linhas fortes do Programa de Estabilidade e Crescimento é o seu programa de privatizações. O Governo anunciou 6.000 milhões de redução da dívida pública e redução do défice (através da correspondente diminuição de juros da dívida pública) de 0,1% do défice, cerca de 170 milhões por ano. Parece um bom negócio, não é? Livramo-nos de uns monos, que só estão aí a atrapalhar, fazemos um encaixe simpático e reduzimos os encargos anuais com a dívida.

Catarina Martins

Nos últimos dois meses percorremos a país em sessões públicas sobre política cultural. Hoje, em Lisboa, tem lugar a última sessão pública deste roteiro. Ao longo deste percurso aprendemos muito. E fomos também apresentando propostas legislativas concretas sobre alguns dos temas levantados. Esta última sessão não fecha a conversa, muito pelo contrário. Todos estes encontros marcaram o início de novas conversas, de novas iniciativas. Mas este é sem dúvida um momento de prestar contas do que foi feito e de partilhar os contributos que recebemos.

Catarina Oliveira

Esta semana a palavra bullying saltou para as primeiras páginas dos jornais e repetiu-se na abertura dos noticiários televisivos. Na origem desta proliferação mediática, esteve o caso de Leandro, o menino de 12 anos, de Mirandela, que no dia 3 de Março, alegadamente se terá suicidado no rio Tua, em consequência de agressões físicas e verbais continuadas, por parte de colegas mais velhos da escola EB 2/3 Luciano Cordeiro.

Naomi Klein

Desde que a desregulação causou um desastre económico mundial em Setembro de 2008, toda a gente se tornou outra vez Keynesiana, e não tem sido fácil ser um seguidor fanático do economista Milton Friedman. O seu símbolo fundamentalista de mercado livre está amplamente desacreditado e os seus seguidores tornaram-se cada vez mais desesperados para reclamar vitórias ideológicas, apesar de rebuscadas.

Catarina Martins

2010 ainda não será o ano em que os intermitentes do espectáculo e do audiovisual terão direito ao subsídio de desemprego. Mais um orçamento de Estado foi aprovado sem que nada mudasse. E, por força de lei, mesmo que entretanto se consiga aprovar nova legislação sobre a matéria, só poderá entrar em vigor com o orçamento de 2011.