Opinião

Catarina Oliveira

No passado dia 8, o Bloco fez aprovar na AR uma proposta para acabar com a discriminação dos homossexuais e bissexuais na doação de sangue.

Immanuel Wallerstein

Por ocasião do 30º aniversário da criação do Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil, o principal jornal independente de esquerda, o Brasil de Fato, publicou entrevistas com quatro dos principais intelectuais de esquerda do Brasil. Todos os quatro já foram activos no PT, e estiveram entre os seus fundadores. Três deles saíram do partido - o historiador Mauro Iasi para entrar no Partido Comunista Brasileiro (PCB); o sociólogo Francisco de Oliveira para aderir ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); e o historiador Rudá Ricci passou a ser independente; o quarto, o historiador Valter Pomar, permanece no PT como um dos dirigentes da sua ala esquerda.

Ricardo Robles

O Bloco de Esquerda inaugurou em Março a sua nova sede nacional. Durante cerca de doze meses, o antigo palacete da Rua da Palma com mais de 130 anos de existência, sofreu obras profundas de remodelação. A intervenção de reabilitação teve como preocupação fundamental a adaptação do espaço às necessidades funcionais de uma sede, mantendo as características arquitectónicas do edifício, melhorando o seu desempenho energético e o conforto dos que lá trabalham e militam.

Pedro Filipe Soares

Os negócios envolvendo contrapartidas estão hoje na ordem do dia. Todos ouvimos falar na compra de submarinos e material militar, através de concursos públicos onde um dos factores de adjudicação era relacionado com as contrapartidas prometidas pelas empresas concorrentes.

Helena Pinto

António Mexia recebeu no ano de 2009 - 3 milhões e 100 mil euros em salários e prémios.

Fernando Rosas

Foi preciso uma prestigiada revista alemã divulgar as diligências da justiça desse país sobre os contornos poucos claros do negócio dos dois submarinos adquiridos por Portugal, para que PS e PSD pareçam ter acordado do habitual torpor e silêncio a que se remeteram sobre o assunto. Em boa hora o fizeram, juntando-se ao Bloco de Esquerda que há muito tem alertado para a necessidade de esclarecimento público sobre os principais negócios militares e os programas de contrapartidas que lhes estão associados.

Cecília Honório

Afinal, parece que as ocorrências de agressão em contexto escolar - a professores, funcionários, alunos - diminuíram: à volta de 1.000 e longe das 1.656 registadas em 2007-2008. Os números poderão esconder ainda o medo, o silêncio cúmplice ou a indiferença, mas não deixam de ser uma chapada no frenesim autoritário que tem tomado conta do discurso sobre a escola, e que só serve a direita.

Ricardo Coelho

Desde o 11 de Setembro que grandes mudanças têm sido operadas nos sistemas de segurança interna. A pretexto do combate ao terrorismo, em muitos países ocidentais foram aprovadas leis que retiram o direito à privacidade e ameaçam liberdades básicas, ao mesmo tempo que foram criados organismos especializados de vigilância cujo objectivo é, basicamente, a perseguição de movimentos sociais. Os movimentos ecologistas e de libertação animal têm sido especialmente visados nesta campanha persecutória, que atingiu já proporções kafkianas nos EUA e no Reino Unido.

João Teixeira Lopes

Longe vão os brandos costumes. A corrupção em Portugal é tudo menos branda e está indissociavelmente ligada à hegemonia do PS, PSD e CDS. O tristemente célebre arco governativo poderia apelidar-se, na verdade, de arco da corrupção.

Mariana Aiveca

O tema da conversa à volta da mesa de jardim, onde se jogava uma partida de "sueca" era prémios, pensões e PEC.

Rita Calvário

Um estudo publicado no passado dia 1 de Abril pela Comissão Europeia revela com toda a clareza o falhanço do comércio de emissões para reduzir a poluição e como só serve para alimentar os especuladores e o sistema financeiro.

Tiago Gillot

O Governo anunciou, no final da semana passada, mais uma ofensiva comunicacional dirigida aos trabalhadores precários, prometendo para breve o fim dos estágios não remunerados. Nada de novo: Helena André limita-se a repetir o anúncio já feito pelo seu antecessor, Vieira da Silva, que utilizou esta medida como bandeira do suposto "combate à precariedade" do anterior executivo, aquando da discussão e aprovação da revisão do Código do Trabalho.