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Os prémios… As pensões e… o PEC

O tema da conversa à volta da mesa de jardim, onde se jogava uma partida de "sueca" era prémios, pensões e PEC.

Incrédulo um dos jogadores tentava fazer as "contas de cabeça"somando, multiplicando e dividindo. Eu sempre quero saber em quantos anos de pensão receberia só um, só um dos prémios que, só um daqueles senhores doutores recebeu.

Bem, o homem que se chama Mexia recebeu o ano passado 3,1 milhões de euros. 1,3 Milhões em salários e 1,8 milhões em prémios o que lhe valeu estar no topo das remunerações praticadas nas empresas cotadas do PSI-20.

É fácil! Disse com ar de quem tem a certeza de que a cabeça não falha. 343 Anos, 375 € mês, 5250€ ano.

Mas já não sou capaz de fazer as contas todas porque, há mais: Zeinal Bava ganhou 1 milhão, Ricardo Salgado, do BES (1 milhão) e Paulo Azevedo, da SONAE (808 mil euros e mais 313 mil a receber em 2011). Olhe compadre o Alegre tem razão " Isto que se está a passar é um escândalo para a saúde da República"

Diz agora o governo que isso vai acabar e até tem no PEC uma medida que cria uma nova taxa de 45% para quem ganhe mais de 150 mil euros por ano e que isso lhe rende 30 milhões de euros.

Mas isso não rende nada! Disse finalmente o parceiro cabisbaixo. O que o governo não diz é que este valor comparado, por exemplo, com os 100 milhões que o ministério de Teixeira dos Santos espera encaixar com o agravamento do IRS para os reformados com pensões a partir de cerca de 1.600 euros por mês, é bastante baixo.

O que o governo não diz é que vai privatizar os CTT e o mais certo é o posto dos correios cá da vila ir fechar como aconteceu noutros países que agora "torcem a orelha" Que vai privatizar a EDP e a nossa conta da electricidade vai subir. Que vai privatizar a CP e o preço dos bilhetes vai subir e vai ser como na Fertagus em que nem há passe social. Que vai privatizar a parte dos seguras da CGD o que quer dizer seguros mais caros.

Que vai congelar os salários da função pública e dá o mote aos patrões.

Que vai manter pensões baixas e as futuras não se sabe como é.

Que vai continuar a aumentar a penalização das reformas da função pública e qualquer dia não temos médicos nos centros de saúde.

Que vai continuar a pagar menos aos enfermeiros dos que aos outros seus iguais o que é uma vergonha.

O governo tinha um programa eleitoral escondido. Estava lá na mesma gaveta que meteu o socialismo, por isso é urgente que os cá da terra com os outros de outras terras se juntem na defesa daquilo que é nosso, que é de todos - O direito à saúde, à educação, serviços públicos pois claro!

Vira a mesa. Muda o jogo. Vamos lá!

Sobre o/a autor(a)

Dirigente do Bloco de Esquerda, funcionária pública.
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