No entanto, há duas certezas. A primeira é que as batalhas se arrastam e que faltam tropas a ambos os lados. A decisão recente de Moscovo de elevar dos 40 para os 65 anos a idade máxima de recrutamento militar comprova a dificuldade. A segunda certeza é que este é o paraíso da indústria das armas.
Somos o 4º país da OCDE cujas famílias mais despendem do seu rendimento para obter cuidados de saúde. Dos países que mais pedem às famílias para financiar a saúde. Cujo número de pessoas que vão à falência em resultado do pagamento de cuidados de saúde é inaceitavelmente elevado.
Nos últimos cinco anos, o investimento do Governo na prevenção dos fogos florestais é irrisório. Mais uma demonstração de que o território é um vasto pedaço de terra desconhecido para o poder central.
Em vez de alinhar pela perspetiva do progresso humano, Pacheco Pereira cometeu um erro. Ao colocar-se na posição de vítima em heróico ato de resistência face a uma “fúria censória”, retirou-se do debate pelo lado de quem substitui a dialética pela afirmação do preconceito/de uma verdade absoluta e inquestionável.
Esta situação, da falta de alternativas habitacionais decentes para quem ajudou, com os seus impostos e com a sua força de trabalho, a construir a Madeira e o país têm que ser objeto da atenção dos governos, regional e nacional.
Não faltam motivos para tocar todas as sirenes de alarme a respeito da política de prevenção e combate a incêndios em Portugal e no essencial tal não se deve aos incêndios nem à onda de calor que decorrem no momento, mas sim à combinação de três tristes realidades.
Um líder improvável como Biden conseguiu o maior sucesso do século da política externa norte-americana, mas pode perder as próximas eleições e abrir as portas ao regresso de Trump.
Não podemos permitir que as mulheres vítimas de uma vida inteira de violência doméstica tenham como resposta, para a denúncia e fuga, a institucionalização num lar de 3.ª idade, com a desculpa de que estas instituições oferecem a resposta necessária.
A pedido do PSD, o Parlamento realiza esta semana 22 audições sobre a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural. O problema de acordo com o PSD? A carta classifica demasiado território nacional do norte, centro [e Algarve] do país como de risco "alto" ou "muito alto".
Conhecemos apenas a ponta do iceberg de um processo de banditismo económico, aliciamento político, corrupção académica e manipulação informativa para impor um novo modelo de negócio fora da lei ou capaz de moldar as leis a seu favor. No nosso país, estão a conseguir. Falta saber como têm conseguido.
Vemos por estes dias tantas e tantos a trabalhar ao pico do sol na construção civil, oficinas, cozinhas ou estufas em trabalhos físicos e exigentes. Para quem vive a trabalhar, o negacionismo climático é um luxo inacessível.
Seja vindo da Polónia ou dos EUA, também em Portugal os ventos do retrocesso se começam a fazer sentir naquilo que toca aos direitos, principalmente quando falamos do aborto.