Internacional

sarkozy_iateAs luxuosas férias de Nicolas Sarkozy, pagas pelo empresário francês Vincent Bolloré, provocaram uma enorme polémica e uma chuva de críticas sobre o presidente eleito de França. Segundo a revista Forbes, Vincent Bolloré é dono da 10ª fortuna da França, com 2,1 mil milhões de euros. Os seus negócios vão do frete marítimo aos média. É dono do jornal Matin Plus, de distribuição gratuita, e do canal de TV Direct 8. Sarkozy chegou a Malta no jacto particular de Bolloré e hospedou-se no iate do empresário, uma embarcação de 60 metros, com capacidade para 12 pessoas, além da tripulação.


timor_eleicaoEstavam mobilizados mais de 4000 polícias (tanto nacionais como enviados pelas Nações Unidas) e um milhar de soldados, mas não se verificou qualquer problema na segunda volta das eleições presidenciais em Timor, que decorreram hoje. As urnas fecharam às 16h locais, 8h em Portugal. Disputam a sucessão do presidente Xanana Gusmão o primeiro-ministro e candidato independente José Ramos-Horta e Francisco "Lu Olo" Guterres, apoiado pela Fretilin e presidente do Parlamento.

krivineA força de Sarkozy, em termos de
demagogia, foi ter adoptado uma linha que defende a intervenção
em força do Estado, mesmo sendo um bom liberal no plano
económico, analisa, em entrevista à Esquerda.rádio,
Alain Krivine, dirigente da Liga Comunista Revolucionária
francesa. Em contrapartida, o PS foi incapaz de dar respostas claras
aos dramas das pessoas e, em vez disso, estendeu as mãos ao
centro-direita. Certo que a desilusão com Sarkozy não
tardará, mesmo daqueles que votaram nele, Krivine apela a uma
terceira volta social, a uma resistência muito forte às
medidas de Sarkozy.

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crowdCerca de 50 mil pessoas participaram na segunda-feira de uma
marcha no centro da Londres para pedir ao governo amnistia e regularização de
centenas de milhares de imigrantes irregulares que vivem e trabalham na
Grã-Bretanha. Os protestos foram organizados no quadro da campanha "De
estrangeiros a cidadãos", e começaram com uma missa celebrada pelo
arcebispo de Westminster, intitulada "Homilia para os Imigrantes".

 

mcguinnessToma posse hoje na Irlanda do Norte um governo regional dirigido pelo histórico chefe do Partido Unionista Democrático (DUP) e pastor protestante, Ian Paisely, que será o primeiro-ministro, e o histórico dirigente republicano Martin McGuiness, do Sinn Fein, que será vice-primeiro-ministro. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, assim como o chefe do governo da República da Irlanda, Bertie Ahern, vão estar presentes em Stormont, sede da Assembleia da Irlanda do Norte.


protesto_franca_lusapicwebEnquanto o presidente eleito, Nicolas
Sarkozy, goza férias na ilha de Malta, a França viveu
ontem a segunda noite consecutiva de protestos de jovens e de
confrontos com a polícia em Paris e outras cidades. Pelo menos
100 pessoas foram detidas. A maior parte das prisões ocorreu
em Paris, na sequência de uma manifestação de
cerca de meio milhar de jovens contra a eleição de
Sarkozy. Houve também manifestações anti-Sarkozy
em Lille, Lyon, Nantes, Marselha, Caen, Rennes e Tours, algumas das
quais autorizadas, outras espontâneas. Nem todas deram origem a
incidentes.

SarkozyNicolas Sarkozy, que no discurso de vitória sublinhou querer "reabilitar o trabalho, a autoridade, a moral, o respeito, o mérito", deve tomar posse a 16 de Maio. François Fillon, autor do programa apresentado por Sarkozy e seu assessor político, deverá ser o primeiro-ministro escolhido pelo presidente eleito no Domingo.

Na segunda volta, Sarkozy obteve quase 19 milhões de votos, a maior votação de sempre nas presidenciais francesas (se exceptuarmos a segunda volta de 2002 quando Chirac obteve 25,5 milhões de votos e 82% contra Le Pen), mais 3,2 milhões do que obteve Chirac em 1995 e mais 2,2 milhões que Mitterrand em 1988.

Sarkozy ganhou em 16, das 22 regiões metropolitanas, e em 72, dos 105 departamentos ou territórios. A deslocação de votos para Sarkozy, abre grandes hipóteses à direita para vencer as próximas eleições legislativas que se realizam a 10 (primeira volta) e 17 (segunda volta) de Junho.

Leia A França depois do 6 de Maio, opinião de Alda Sousa.

Nicolas SarkozyNicolas Sarkozy, o candidato da UMP (direita) foi eleito Presidente da República francesa com mais de 53% dos votos. Ségolène Royal, a candidata do PS, obteve mais de 46%. A participação nas eleições rondou os 85%.

Ségolène Royal reconheceu a derrota, logo após o encerramento das urnas e as primeiras sondagens serem conhecidas. Na sua intervenção afirmou que ”A forte participação significa uma renovação da nossa democracia”, acrescentando “Podem contar comigo para renovar a esquerda”.

Também às 20h (hora de França, 19h em Lisboa), hora de encerramento das urnas, Olivier Besancenot, o candidato da área à esquerda do PS mais votado na primeira volta, fez um declaração onde considera que com a vitória de Sarkozy, é o “programa do MEDEF [central patronal francesa] que se consolida no poder” e apelou à resistência social e democrática.

Leia A França depois do 6 de Maio, opinião de Alda Sousa.

Campo de refugiados no sul de DarfurNa passada 5ª feira, a Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de condenação do genocídio no Darfur, proposto pelo Bloco de Esquerda. 200 mil mortos, 2 milhões de pessoas brutalmente deslocadas das suas casas, 3,5 milhões de pessoas dependentes da ajuda internacional para continuarem a subsistir, são os números do brutal genocídio, como é assinalado no voto aprovado.

Publicamos aqui uma entrevista com Gabriel Trujillo, responsável adjunto dos programas da organização Médicos sem fronteiras (MSF) no oeste de Darfur, que regressou recentemente de uma visita de várias semanas à província sudanesa. A entrevista foi publicada em 23 de Março de 2007 no site francês dos MSF.

Foto foxypar4/FlickrTerminada uma das mais atribuladas eleições na Escócia, a vitória coube pela primeira vez aos nacionalistas escoceses (SNP) que derrotaram os trabalhistas por apenas um lugar no parlamento (47-46). Alex Salmond quer ser o próximo primeiro-ministro e vai procurar convencer os liberais-democratas um governo de coligação. Mas para isso terá de largar a bandeira eleitoral do referendo à independência em 2010. Os próximos dias serão decisivos para saber do destino do novo governo, mas também para apurar as causas do caos com o sistema de voto electrónico que anulou mais de 100 mil votos.

Laboratório perde exclusividade do EfavirenzO presidente brasileiro Lula da Silva deu autorização para a produção ou importação de medicamentos semelhantes ao Efavirenz, cuja patente pertence ao laboratório Merck Sharp&Dhome. Após longas negociações, o governo e a farmacêutica não chegaram a acordo sobre o preço dos comprimidos que são tomados por 75 mil brasileiros no sistema público de saúde, que paga mais de 30 milhões de euros por ano pelo medicamento. A decisão está á ser considerada como "histórica" pelos movimentos de luta contra a SIDA e Lula deixou no ar o aviso: "Hoje é o Efavirenz, mas amanhã pode ser qualquer outro comprimido"...


Foto de epape/FlickrCom as últimas sondagens a distanciá-la ainda mais de Sarkozy (54%-46%), a candidata socialista usou ontem o seu último trunfo da campanha, alertando numa entrevista televisiva para o risco das tensões geradas pela campanha de Sarkozy desencadearem uma onda de "violência e brutalidades no país". Os autarcas dos arredores de Paris relativizam o perigo e lembram a adesão em massa ao acto eleitoral que acreditam poder repetir-se no domingo. A polícia anunciou que terá um dispositivo no terreno semelhante ao da noite de ano novo.

Foto Silversprite/FlickrA confusão generalizada com o sistema electrónico de votação nas eleições de ontem na Escócia, que resultaram na anulação de cerca de 100 mil votos, obrigou à suspensão da contagem em vários círculos eleitorais, impedindo que os resultados sejam conhecidos. Nas municipais inglesas, os trabalhistas perdem terreno mas a oposição não conseguiu capitalizar o descontentamento com a acção de Tony Blair. A projecção de resultados gerais avançada pela BBC dá 41% aos conservadores e 27% aos trabalhistas (ambos sobem um ponto percentual em relação a 2006) e 26% aos liberais-democratas, que perdem um ponto.

banco_mundialO Banco Mundial atravessa o pior período da sua história. Mais fraco que nunca, rejeitado por um número crescente de movimentos sociais, desacreditado pelo nepotismo descarado do seu presidente Paul Wolfowitz, sofre, ao mesmo tempo, os ataques de vários governos da América Latina que actualmente estão a organizar a construção de um Banco do Sul, com uma ideologia radicalmente diferente. E se o golpe de misericórdia estivesse perto?

por Éric Toussaint, Damien Millet

polonia_2A Polónia foi condenada hoje pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por ter proibido um desfile homossexual em 2005, em Varsóvia. Mesmo assim, o Governo Polaco não desarma e mantém para discussão um projecto-lei que prevê penas de prisão para quem revelar a sua homossexualidade nas escolas ou universidades.