Ségolène alerta para o risco de violência pós-eleitoral

04 de maio 2007 - 18:37
PARTILHAR

Foto de epape/FlickrCom as últimas sondagens a distanciá-la ainda mais de Sarkozy (54%-46%), a candidata socialista usou ontem o seu último trunfo da campanha, alertando numa entrevista televisiva para o risco das tensões geradas pela campanha de Sarkozy desencadearem uma onda de "violência e brutalidades no país". Os autarcas dos arredores de Paris relativizam o perigo e lembram a adesão em massa ao acto eleitoral que acreditam poder repetir-se no domingo. A polícia anunciou que terá um dispositivo no terreno semelhante ao da noite de ano novo.

Sarkozy respondeu com acusações à "radicalização" da campanha de Royal, que sente "o chão fugir-lhe debaixo dos pés". O candidato da direita assume o favoritismo para a segunda volta ao ponto de se afirmar já preparado para a disputa da próxima batalha eleitoral, as legislativas de 10 e 17 de Junho.



As três sondagens realizadas após o debate televisivo entre Sarkozy e Ségolène

apontam para a inversão da tendência de subida que a socialista vinha registando. A pesquisa de ontem no barómetro diário Ipsos/Dell dá 54% a Sarkozy e 46% a Royal, com uma variação de meio ponto em ambos os resultados, benefeciando o candidato da direita. A sondagem da TNS-Sofres não é muito diferente (54,5%/45,5%), salvo o facto de Sarkozy ganhar 2,5%. No terceiro estudo de opinião, da CSA-Cisco, a diferença é um pouco menor (53%-47%) mas a tendência de subida de Sarkozy mantém-se, com um ponto percentual ganho à candidata do PS.

As sondagens confirmam também a divisão do eleitorado de Fraçois Bayrou na primeira volta, com 35% a preferir cada uma das candidaturas à segunda volta e os 30% restantes a optarem pela abstenção ou pela não participação na sondagem. Segundo estas sondagens, o eleitorado de Le Pen, como era previsível, inclinar-se-à maioritariamente (58%) para o candidato Sarkozy, ignorando o apelo do líder da extrema-direita para a abstenção no domingo.

 

Termos relacionados: Internacional