Nicolas Sarkozy, o candidato da UMP (direita) foi eleito Presidente da República francesa com mais de 53% dos votos. Ségolène Royal, a candidata do PS, obteve mais de 46%. A participação nas eleições rondou os 85%.
Ségolène Royal reconheceu a derrota, logo após o encerramento das urnas e as primeiras sondagens serem conhecidas. Na sua intervenção afirmou que ”A forte participação significa uma renovação da nossa democracia”, acrescentando “Podem contar comigo para renovar a esquerda”.
Também às 20h (hora de França, 19h em Lisboa), hora de encerramento das urnas, Olivier Besancenot, o candidato da área à esquerda do PS mais votado na primeira volta, fez um declaração onde considera que com a vitória de Sarkozy, é o “programa do MEDEF [central patronal francesa] que se consolida no poder” e apelou à resistência social e democrática.
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Besancenot considera que a agenda do novo presidente aponta para novas benesses fiscais para as empresas e os mais ricos, privatização de mais serviços públicos, perseguição aos imigrantes que não têm papéis, ataque ao direito à greve e ao contrato de trabalho permanente. Aponta ainda que: “A demagogia populista utilizada na campanha vai dar lugar à realidade de medidas anti-sociais, securitárias e anti-democráticas que não deixarão de suscitar fortes mobilizações populares. É para a construção desta resistência social e democrática que a LCR vai consagrar todas as forças”.
Besancenot propõe uma frente unida de todas as forças sociais e democráticas para organizar de imediato a resistência, anunciando que nos próximos dias a LCR tomará novas iniciativas, apelando à união das “forças anticapitalistas com independência completa face à direcção do PS” e que nessa base se apresentará às eleições legislativas em torno de um programa de urgência social e democrática.