A lista dos sacrificados, daqueles que são condenados a viver na “corda bamba”, engrossa dia-a-dia. No dia 12 de Março, estaremos na rua para lembrar que a precariedade não é uma fatalidade, mas sim uma escolha política.
Há apenas algumas semanas, a solidariedade entre jovens egípcios e polícias do Wisconsin, ou entre trabalhadores líbios e funcionários públicos de Ohio, seria algo inacreditável.
O FMI, o BCE e a CE têm as mãos sedosas do Jack o Estripador. Mãos hábeis, poderosas, flexíveis. Sedosas. Deslizam nos pescoços dos países à procura do sítio exacto do estrangulamento.
Um lóbi pró-organismos geneticamente modificados (OGM) lançou um relatório onde se congratula pela expansão da área cultivada com transgénicos em 14 milhões de hectares no último ano, o segundo maior aumento de sempre.
O Bloco apresentou três moções de censura antes da actual, todas em condições diferentes, todas clarificando os rumos do país e as escolhas da política governativa.
O que têm em comum o neoconservador Richard Perle, o sociólogo da "Terceira Via" Anthony Giddens e o filósofo do "fim da História" Francis Fukuyama? Todos foram à Líbia conhecer Khadafi para ajudarem a limpar a imagem do ditador no estrangeiro.
A condição das mulheres tornou-se mais austera e desigual graças à precariedade, o desemprego e a falta de protecção social. É preciso uma mobilização feminista contra a crise.
Porque somos muitos e temos razão, devemos reagir, juntar-nos e travar este tsunami social em que seremos engolidos como peixinho miúdo pelos tubarões dos mercados.
O governo português coloca-se sempre ao lado das chancelarias, que suportaram, financiaram, negociaram, confortaram e elogiaram estas ditaduras que o povo árabe está a derrubar agora.