O “Guardian” noticiou que Sócrates tinha telefonado a Angela Merkel pedindo-lhe ajuda e dispondo-se a “tudo fazer”, posteriormente o gabinete do primeiro ministro negou, mas a notícia não pareceu estranha a ninguém e não é por acaso.
Esta semana, naquela que foi a primeira reunião de todos os governos europeus sobre política energética, faltou o rasgo e a coragem de lutar contra os interesses instalados.
O impensável há alguns, poucos, anos começa agora a concretizar-se. Do Reino Unido chegam notícias de projectos para fecho massivo de bibliotecas públicas, o que está a gerar um grande movimento de contestação.
Como se vê em relação ao Egipto, para os mercados não têm estados de alma. Para eles, uma ditadura, enquanto dure, é sempre preferível à incerteza democrática.
Temporária, a luz das revoluções é um prodígio de clareza. É a negação do sofrimento. É a exigência da dignidade. É a tenaz da razão, a impor as evidências.