Não podemos evitar catástrofes naturais como sismos e tsunamis. Eles fazem parte da dinâmica natural do planeta que ocupamos. Mas está ao nosso alcance impedir uma política energética baseada no nuclear que corresponde a uma ameaça persistente ao nosso território e às nossas vidas.
Ainda o governo não tinha caído, já os patrões e os barões da política e da finança anunciavam o sucessor escolhido: é o bloco central que tem de ser derrotado nas próximas eleições.
A rejeição deste PEC IV é a demonstração da falência das políticas dos PEC anteriores e a confirmação da censura ao Governo e a uma maioria parlamentar PS – PSD que se constituíram verdadeiramente como responsáveis pela governação desde as últimas eleições.
O Banco de Portugal propõe de novo a redução das transferências sociais e do consumo público como forma de reduzir o défice. Uma política que já provou não resultar. Podem repetir quatro ou quatro mil vezes que a mentira não se torna verdade.
O Governo aprovou na semana passada um pacote de “incentivo à reabilitação urbana”, podemos dividi-lo em três linhas essenciais: maior esvaziamento dos centros urbanos, crescimento da especulação imobiliária e aumento da segregação social.
Na altura em que este acidente nos deveria servir de lição, as instituições e os governos europeus parecem querer esquecer que o que se passou no Japão pode passar-se aqui.