Há uma ironia preocupante na forma como o aprofundamento da guerra fria tecnológica culminou numa inversão dos dados do problema: a IA, que começou por suscitar receios generalizados, é hoje propagandeada como bala de prata para todos os problemas da Humanidade.
Na imprensa económica, Javier Milei tem merecido elogios pela contenção da taxa de inflação. Porém, a economia contraiu mais do que se esperava e a Argentina entrou em recessão técnica, com o desemprego a aumentar. É difícil ignorar os custos sociais da política económica de Milei.
É um erro pedagógico e organizacional, para mim, impor às escolas anualmente, vários momentos de paragem: ora provas de aferição, ora provas de exame! Penso ainda, que estas provas deveriam ser aplicadas por amostragem.
Em suma, as eleições Presidenciais ilustram a fragilidade do sistema democrático e a realidade nebulosa em que vivemos. Os vários candidatos da direita, desde o PS até ao Chega, têm esgrimido por atenção, na esperança de disputar uma segunda volta.
A criação de projetos piloto de adesão voluntária, como o Bloco propõe nos Açores, terá o efeito de demonstrar o realismo da semana de quatro dias e a levar a que mais trabalhadores o reivindiquem e a que mais setores económicos embarquem nesse avanço.
Sabemos que a Paz, uma paz verdadeira e duradoura, não nascerá de um acordo sobre terras raras, tal como não surgirá da ocupação ou colonização, por muito colorida que a IA a pinte.
Tudo isto é demasiado grave para permanecer em silêncio. Há que dar condições aos profissionais de saúde e há que ter médicos não objetores de consciência em número suficiente na região dos Açores para evitar criar mais barreiras no acesso à IVG.
É preciso valorizar todo o trabalho, e não apenas aquele que contribui para encher os bolsos dos acionistas e financiadores. É fácil perceber quais são as classes sociais com interesse em disseminar a ideia de que o trabalho “a sério” é aquele que acontece no contexto empresarial.
O que se tenta vincular como problemático em termos de desordenamento territorial no Algarve, são umas poucas centenas de casas móveis, que acima de tudo, surgem como o último recurso.
Em causa está saber se se põe fim a uma longa história de marginalização legislativa e de desvalorização social, que faz com que, até hoje, o serviço doméstico esteja enquadrado por um regime de segurança social com muito menos direitos que o regime geral
Rapidamente professores, movimentos das pessoas com deficiência e várias outras pessoas e entidades manifestaram repúdio contra a intervenção do Chega sobre deficiência. O que aconteceu no Parlamento não é normal nem aceitável. Mas os tempos que vivemos são perigosamente anormais.
Não são os mísseis nucleares franceses nem os gastos militares ilimitados que darão à Europa capacidade defesa contra o trumpismo e contra o putinismo.