Resta saber se o compromisso com uma campanha esclarecedora e fora da lama, com propostas e compromissos fortes, com a rejeição frontal desta zizânia indecorosa e pantanosa, reforçará a esquerda. Digo-vos que estou certo de que sim.
O atual sistema económico tem-se revelado insuficiente no propósito de elevar a qualidade de vida de grande parte da população. Cria-se então um ciclo vicioso profundamente antidemocrático, do qual precisamos de sair.
Num país em que a segurança na habitação vem da propriedade através do endividamento bancário e o crédito ao consumo serve muitas vezes de complemento ao salário baixo, a vulnerabilidade dos devedores é enorme. É urgente garantir a decência no tratamento dos devedores.
Gaza exemplifica um genocídio conduzido por Israel com algoritmos, IA e guerra digital, onde o massacre é assistido em tempo real, mas as vítimas continuam impotentes perante um sistema impessoal e automatizado.
O que a UE/Europa deve fazer, para ser levada a sério, é a elaboração de um verdadeiro plano de paz para acabar com a guerra e apresentá-lo na ONU para ser discutido e aprovado e sempre com a intervenção da própria Ucrânia. E tanto Putin como Trump devem retirar as mãos da Ucrânia.
O primeiro-ministro queixou-se de estar a viver sem cortinas nos sombrios aposentos do Palácio de São Bento. Soa insultuoso a quem sobrevive dificilmente por causa dos problemas profundos de acesso à habitação. Mas não deixemos de ser solidários e mandemo-lo de volta para o conforto da sua casa de luxo.
Não fica bem assacar culpas aos outros pelos seus próprios desaires. É pouco decente, nada ético. E na falta destes princípios, o melhor mesmo é sair da frente. Veja-se o caso do primeiro-ministro quando se vitimiza e não assume a responsabilidade da sua própria conduta.
No dia 23, o poder estará na mão do povo: ou elegem deputados que, como os do BE, os vão defender ou, caso contrário, continuaremos atolados no lodaçal em que este governo de arguidos nos colocou.
Como Leopoldo, rei dos Belgas no final do século XIX, Donald Trump olha para a Ucrânia como o seu quintão privado, que poderá partilhar com os seus amigos, sobretudo os superoligarcas que o rodeiam na Casa Branca. Será diferente o modo de Trump encarar as riquezas da Ucrânia? Pois não é.
O PS continua o que sempre foi: um partido que, apesar de se dizer de centro-esquerda, não diverge fundamentalmente da direita nem das suas políticas e opções fundamentais.