Opinião

Guilherme Nogueira

O medo é o “vírus” mais antigo do poder. Ele não mata de uma vez, corrói aos poucos, até que a humanidade se torne apenas retórica. A disrupção é moral: quando deixamos de ver seres humanos e passamos a ver ameaças, já não há civilização, só o eco do terror administrado.

Só quando a política e o investimento derem prioridade ao trabalho independente de base local é que a cultura e as práticas artísticas farão parte do dia a dia de toda a gente.

Bruna Oliveira Lemos

Os conservadores e todos os que se juntam a eles continuam a dizer que menos Estado é mais liberdade, que privilégios são mérito e que direitos sociais são luxos dispensáveis. A realidade mostra o contrário e faz-se sentir na pele das pessoas.

Gabriel Coelho

A empatia não é um adorno da moral, é a sua origem. O preço de a negar é o deserto moral em que já começamos a viver. Por tudo isto, um muito obrigado à Mariana, à Sofia, ao Miguel, ao Diogo e às centenas de ativistas, presos e torturados pelo crime de empatia.

Vicente Ferreira

Nos últimos meses, os preços dos alimentos têm sido o principal motor da inflação em Portugal. O custo de vida não está a ser devidamente avaliado com base no indicador da inflação, que é o referencial usado nas negociações salariais e na atualização das pensões e de outros apoios sociais.

Maria Luísa Cabral

Em nome da democracia, a rádio e televisão escancaram os seus espaços à mais vil tentativa de inverter a ordem democrática. É isto tolerável?

Eduardo Couto

A carência não é sinal de fracasso pessoal; é muitas vezes o resultado de um sistema que falha em garantir o mínimo: casa, saúde, educação, dignidade. Precisamos de um Estado que não seja apenas espectador do sofrimento, mas agente ativo na emancipação comunitária.

Leonor Rosas

Há uma fronteira que divide, sem ambiguidades, a humanidade da barbárie: Gaza. Quando se perguntarem o que teriam feito face ao Holocausto, pensem no que fizeram nos últimos dois anos. Quando se perguntarem: ‘porque é que ninguém fez nada?’, pensem no que estão a fazer agora.

José Gusmão

É tão preguiçoso o discurso que ignora a política para pedir o voto útil, como o que o faz para supostamente o rejeitar. Quem diz que o programa do Viver Lisboa é parecido ou sequer comparável ao de Moedas (ou mesmo o de Medina, antes do acordo à esquerda), ou não o leu, ou não está a ser sério.

Teresa Alves Martins

Espanta-me e choca-me que muito mais pessoas – mais velhas e mais novas – não possam usufruir a cidade, não por não quererem, mas porque não podem ou não conseguem ou, mais grave ainda, porque as suas cidades não lhes garantem condições.

José Manuel Pureza

PS e PSD rodaram entre si e o que nos deixaram foi uma Coimbra-Trude, uma permanente promessa de uma cidade que nos entusiasme e uma permanente realidade de uma cidade que nos desanima.

Miguel Correia

As eleições autárquicas serão um momento muito importante na vida política portuguesa. O afastamento de pessoas que podem dar contributos políticos sérios é uma das maiores ameaças atuais à democracia. Usemos a nossa participação para projetar um futuro de liberdade.