Há escolhas que custam caro, e muitos só percebem o preço quando já é tarde.
Os conservadores e todos os que se juntam a eles continuam a dizer que menos Estado é mais liberdade, que privilégios são mérito e que direitos sociais são luxos dispensáveis.
A realidade mostra o contrário e faz-se sentir na pele das pessoas.
Vemos jovens a receber o salário mínimo, ou nem isso, com contratos precários a apoiar políticas que os condenam a isso mesmo, à precariedade.
São jovens que dificilmente conseguirão sair de casa dos pais sob governações que cortam no investimento público, na habitação e nos direitos laborais. Que falam em rendas moderadas sem qualquer noção da realidade.
A promessa de mobilidade social evapora-se quando faltam respostas concretas para trabalho digno, habitação acessível e serviços públicos de qualidade.
O mais doloroso é constatar que muitos desses jovens são filhos de trabalhadores e trabalhadoras, pais e mães que sofreram anos de baixos rendimentos. Esses progenitores transmitem convicções políticas com a mesma naturalidade com que escolhem uma peça de roupa.
A alternativa não é neutralizar preferências estéticas, é garantir informação, formação política e condições materiais para que as opções eleitorais sejam conscientes e livres.
A luta pela justiça social é uma luta coletiva, de construção permanente, que passa pelo trabalho no terreno, pelo esclarecimento e pela proposta de alternativas reais.
A direita apresenta propostas simples e mensagens fáceis, mas frequentemente essas soluções servem para consolidar um sistema que privilegia quem já tem muito e precariza quem já tem pouco.
A política de desinvestimento e de proteção de interesses privados traduz-se em salários baixos, habitação inacessível e serviços públicos enfraquecidos.
A esquerda defende políticas que promovem igualdade, justiça social e dignidade do trabalho. Defender o reforço do Estado social, a redistribuição de riqueza e a proteção dos direitos laborais não é favor a ninguém, é garantir que todas as pessoas possam viver com condições e esperança. Essa é uma escolha ética e política clara.
A resistência é necessária. Continuaremos ao lado do povo, dos trabalhadores, das mulheres e dos mais vulneráveis.
A luta pela justiça social é uma luta coletiva, de construção permanente, que passa pelo trabalho no terreno, pelo esclarecimento e pela proposta de alternativas reais.
Que este tempo sirva para intensificar a organização, o diálogo e a mobilização. Só com consciência e solidariedade se vencerão as falsas promessas e se constrói um futuro melhor para todas e todos.
A luta continua.