Cultura

Há mais quatro associações culturais da capital com ordem de saída das instalações por os edifícios terem sido vendidos. Com preços de arrendamento impossíveis em Lisboa, a alternativa será entre sair da cidade ou fechar portas.

A história de uma revolta de escravos na Roma antiga foi escrita por dois escritores comunistas que estavam na lista negra. A sua chegada às salas de cinema foi um desafio à caça às bruxas McCarthyista em Hollywood e no sector editorial. Por Taylor Dorrell.

Fundador de um marxismo autonomista, autor maior sobre conflitos sociais na Itália de fins do século XX, Tronti regressou ao Partido Comunista, o que foi muitas vezes descrito como uma renúncia. Davide Gallo Lassere vê na sua viragem para a autonomia do político um prolongamento da elaboração operaísta no terreno das instituições.

As práticas coletivas que assumirão um sentido pleno de resistência aos novos dispositivos que cada vez mais tomarão forma terão de encontrar na solidariedade o lugar onde se refugiar para tornar a existência tolerável. Por Stefano Rota.

A mostra dedicada à divulgação e promoção de talento emergente LGBTQI+ decorre sexta-feira e no sábado no Teatro Ibérico, com dezoito artistas a apresentar exposições, vídeo instalações, concertos e performances.

Programação conta com 250 filmes de 42 países, entre eles 35 estreias mundiais e 39 filmes portugueses. Questões laborais, guerras passadas e guerra atual na Ucrânia, música, dança, o interior do cérebro humano, os arquivos do cinema ou a crise da habitação são alguns dos temas em destaque.

Esta sexta-feira, Adania Shibli deveria receber um prémio pelo seu romance “Detalhe menor”. A organização cancelou e mais de 600 escritores e editores falam em silenciamento das vozes palestinianas. Editora inglesa decidiu oferecer a versão e-book do romance.

Maria Veleda foi uma das mais aguerridas republicanas que defendeu que o lugar das feministas não era nos partidos burgueses mas nos que defendiam a causa operária. Por Luís Carvalho.

A exposição, que junta conceituados ilustradores e cartunistas portugueses, vai até à Casa da Esquina, em Coimbra, onde permanecerá até ao final do mês de outubro.

Com “Kumpania. Vivre et résister en pays gadjo”, a antropóloga Lise Foisneau conta quatro anos de investigação na companhia dos ciganos de Provença. Aí se encontra a resistência face a um Estado que oprime mas também formas de habitar as margens. Entrevista de Tiphaine Guéret.

A urgência do cinema ucraniano continua a oferecer-nos pequenas descobertas. A mais recente aconteceu em San Sebastian, com La Palisiada, de Philip Sotnychenko. Por Paulo Portugal, em San Sebastian.

Em estreia portuguesa esta quinta-feira, o novo filme de Nanni Moretti é um valente banho de cinema em que se funde de forma sábia o sentido de humor com uma expressa vontade artística e uma via política que não enjeita a ilusão. Por Paulo Portugal.

Por proposta do Bloco, a Câmara de Lisboa aprovou por unanimidade o alargamento a outras ofertas culturais, como a música, dança, artes plásticas e visuais, entre outras.

Este projeto interrompido pelo golpe de setembro de 1973, um misto entre documentário e ficção, procura comentar o debate em torno do percurso da Unidade Popular de Salvador Allende. Por Paulo Portugal, em San Sebastian.

porPaulo Portugal

Caso seja mesmo o último filme de Hayao Miyazaki, O Rapaz e a Garça será seguramente um adequado epitáfio. Se não for, pelo menos, fica aqui uma recapitulação de uma carreira incomparável. Por Paulo Portugal, em San Sebastian.