Reino Unido

Após a queda de Morgan McSweeney – o nosso primeiro-ministro de facto –, o governo britânico entrou na fase da galinha sem cabeça.

Owen Jones

O grupo ilegalizado pelo governo de Keir Starmer teve mais uma vitória na justiça. Executivo ainda pode recorrer da decisão.

Justiça inglesa absolveu seis ativistas que invadiram as instalações da fábrica de armamento israelita Elbit Systems e ficaram quase dois anos em prisão preventiva.

Dave Kellaway

Decisão dos três ativistas segue-se à recusa do governo britânico em atribuir ao fabricante de armamento israelita Elbit Systems um contrato de mais de dois mil milhões de euros.

Embora as detenções por danos e invasão de propriedade fossem comuns nestes protestos, o panorama legal mudou radicalmente quando, em julho deste ano, o governo proibiu o coletivo Palestine Action ao abrigo da Lei do Terrorismo de 2000, tornando a filiação ou o apoio ao grupo um crime punível até 14 anos de prisão

O grupo de Relatores Especiais e peritos independentes nomeados pelas Nações Unidas afirma que o tratamento por parte do governo britânico dos ativistas presos do Palestine Action coloca sérias questões sobre o cumprimento das leis internacionais de direitos humanos no Reino Unido.

Quatro dos oito ativistas presos que iniciaram greve de fome em novembro continuam sem comer e correm risco de vida, estando um deles já incapacitado de falar. O governo britânico continua a recusar reunir-se com os advogados dos presos.

Amy Goodman entrevistou no Democracy Now! Francesca Nadin, porta-voz do Prisoners for Palestine, que está a apoiar os presos do coletivo Palestine Action em greve de fome nas prisões britânicas. Ela dura desde o início de novembro e é a maior desde a que em 1981 provocou a morte de Bobby Sands.

A maior marcha de extrema-direita em Londres no fim de semana não foi um evento marginal. Ela foi alimentada por anos de apoio dos Conservadores e Trabalhistas às políticas anti-imigração.

Richard Seymour

Oliver Eagleton conversa com a co-líder do novo partido da esquerda britânica sobre os objetivos políticos dentro e fora do Parlamento e a forma organizativa que deve ser adotada na conferência inaugural prevista para o outono.

A confirmarem-se as inscrições, o novo projeto político de esquerda tornar-se-á em tempo recorde o partido com mais membros no Reino Unido. “É assim que a esperança se parece”, afirma o ex-líder trabalhista.

O ex-líder trabalhista junta-se num apelo inicial à deputada Zarah Sultana. Querem lutar contra um sistema que está viciado e construir um novo tipo de partido para fazer uma “redistribuição massiva de riqueza e poder”.

Grupos de manifestantes foram presos este fim de semana apenas por expressar publicamente apoio ao Palestine Action. O governo britânico considerou este grupo como “terrorista” depois de alguns ativistas terem pintado com spray dois aviões militares envolvidos no genocídio em Gaza.

Mais de cem deputados do Labour anunciaram que defendem a suspensão dos cortes que Starmer quer aprovar definitivamente na próxima terça-feira.

O primeiro-ministro do Reino Unido endureceu as leis migratórias, acusando os conservadores de protagonizarem um “capítulo sórdido” de descontrolo nas entradas no país. A esquerda, até a do seu partido, criticou Starmer pela linguagem próxima da extrema-direita.

Por seis votos, os trabalhistas perderam um círculo eleitoral seguro e agora várias vozes exigem ao governo uma mudança de rumo. Com os votos em várias eleições locais a serem contados ao longo desta sexta-feira, a tendência para o crescimento do Reform é clara. Farage reivindica já ser o principal partido da oposição.

O Supremo Tribunal do Reino Unido decidiu favoravelmente ao grupo financiado pela escritora JK Rowling que se opunha ao governo escocês. A instância judicial máxima do país decidiu que a mulher é definida pelo “sexo biológico” e pelo “sexo à nascença”.

Cortes nos apoios sociais e aumento do orçamento para despesas militares. A chanceler do Tesouro diz que a “incerteza global” assim o justifica.

Haim Bresheeth, dirigente da Rede Judaica pela Palestina, considerou numa manifestação que Israel não conseguiria vencer os seus inimigos. Foi o suficiente para a polícia detê-lo ao abrigo da lei anti-terrorismo permanecendo agora “sob investigação”. Não é caso único.

Maurícia retoma controlo sobre arquipélago de Chagos mas Estados Unidos da América mantêm base militar lá. Reino Unido compromete-se a fornecer apoio económico.