Professores

Cinco estruturas sindicais não assinaram a proposta do Ministério da Educação. Fenprof estima que 25.400 professores à beira do fim da carreira não estejam abrangidos pela proposta. Joana Mortágua diz que foi “uma vitória dos professores”, mas falta resolver problemas da escola pública
 

Fenprof contesta a intenção de revogar o decreto do anterior executivo que permite aos docentes afetados pelos dois períodos de congelamento da carreira recuperar o tempo em que ficaram a aguardar vaga para os 5.º e 7.º escalões.

Aplaudido pela associação de colégios privados, o novo ministro da Educação é dirigente do think-tank +Liberdade e defendeu o fim definitivo do 14º mês para os pensionistas e funcionários públicos, incluindo os professores. Associações académicas contestam o fim do Ministério da Ciência e Ensino Superior, áreas que ficam sob tutela de Fernando Alexandre.

Há cada vez menos professores a formarem-se a cada ano e cada vez mais necessidades nas escolas. A solução, apontam alguns dos responsáveis pelas associações de professores, passa por valorizar a carreira docente.

Protesto da Fenprof na quinta-feira contou com a presença do secretário-geral Mário Nogueira e mais de três centenas de professores.

O Conselho Nacional da Educação alerta no seu recém-lançado relatório "Estado da Educação 2022", que a falta de professores em Portugal é particularmente preocupante devido ao envelhecimento da classe docente.

A Fenprof sai à rua para “reclamar a valorização da profissão e da Escola Pública” e apresentar propostas sobre falta de professores, carreira, condições de trabalho, aposentação, precariedade, formação de professores, financiamento da Educação, educação inclusiva e mobilidade por doença.

Líder da Fenprof estima que este ano se aposentem mais de 4.900 professores, caso o ritmo de aposentações se mantiver a este nível ao longo de todo o ano.

Cerca de dois mil professores manifestaram-se este sábado em Lisboa numa Marcha pela Educação entre o Largo do Rato e a Assembleia da República.

Em causa está a situação de cinco mil docentes impedidos de se reinscrever na Caixa Geral de Aposentações, apesar de todas as decisões dos tribunais confirmarem esse direito.

Mariana Mortágua visitou esta manhã a Escola Secundária José Gomes Ferreira onde apontou a melhoria da atratividade da carreira docente como antídoto para o “problema estrutural” de falta de professores, apresentando propostas para inverter o rumo das políticas do PS e PSD nos últimos anos.

Numa visita a uma escola secundária em Setúbal, Mariana Mortágua acusou o Governo de "comprar um braço de ferro" com os professores durante quatro anos para no fim do mandato assumir que havia margem para recuperar o seu tempo de serviço.

A plataforma sindical docente assinala o “cada vez maior isolamento do Governo” sobre a recuperação do tempo de serviço. Os professores voltam a sair à rua no dia em que se discutirá no Parlamento o Orçamento para o setor.

No culminar da semana do professor, a plataforma de nove estruturas sindicais de docentes convocou esta paralisação que teve “grande adesão”. De acordo com os sindicatos, houve 80% de adesão à greve e fecharam 90% dos estabelecimentos de ensino.

Em vésperas de ser conhecido o Orçamento do Estado, os sindicatos de professores avisam que se não houver verbas para responder aos problemas, haverá mais greves para dar continuidade à  luta.

Das 29 casas anunciadas para arrendar a professores em Lisboa e Portimão, apenas sete professores conseguiram lugar em Lisboa e oito em Portimão. Fenprof vai juntar-se às manifestações "Casa para Viver" este sábado.

Mariana Mortágua visitou a Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, onde há mais de duas dezenas de turmas em que faltam professores. E insistiu na proposta de um suplemento aos professores deslocados e na valorização da carreira para atrair docentes.

Governo impõe aos professores que entraram nos quadros um “período probatório”. A Fenprof diz que é um expediente para fazê-los ganhar menos e trabalhar mais. Este ano, pela primeira vez, estão a ser recusadas as reduções de horários a que os docentes nestas circunstâncias e com mais de 50 anos teriam direito.

Federação sindical de docentes contabiliza 92 mil alunos sem professor e diz que mais 3.500 professores vão deixar de dar aulas até ao fim do ano. Esta segunda-feira, anunciou a divulgação de um simulador que converte “o roubo de tempo de serviço em perdas remuneratórias” e o reinício do “contador de alunos sem aulas”.

As duas moções apresentadas pela vereadora bloquista em Lisboa propunham que a Câmara instasse o Governo a disponibilizar alojamento a preço acessível aos professores deslocados e apoiar os estudantes recém-entrados no ensino superior.