Internacional

Com as negociações EUA-Irão, mediadas pelo Paquistão, num aparente impasse, os tambores da guerra religiosa podem voltar a ressoar em Washington em pleno processo de sacralização da política norte-americana

Pedro Caldeira Rodrigues

As eleições de domingo na Hungria deram a vitória ao partido de Péter Magyar com uma maioria que lhe permite reverter as alterações que consolidaram o regime autocrático da extrema-direita.

Donald Trump redefiniu neste mandato a estratégia internacional dos EUA segundo uma lógica brutal de relações de força entre grandes potências, desdobrando-se em políticas agressivas no Médio Oriente e nas Américas enquanto promovia o reposicionamento estratégico em relação à Rússia.

Éric Toussaint

Apesar de um tribunal superior se ter pronunciado contra a proibição do grupo ao abrigo da lei antiterrorista, a polícia continua a deter quem se manifesta em solidariedade com o Palestine Action.

A estrutura de poder construída por Orbán ao longo de três legislaturas dificulta a vitória da oposição, apesar de muitas sondagens lhe atribuírem uma ampla margem de vitória nas eleições de 12 de abril.

Steven Forti

Joseph Daher analisa a nova guerra de agressão colonial israelita contra o Líbano e examina as dinâmicas e as limitações no seio do Hezbollah nesta guerra, bem como as contradições políticas do Estado libanês.

Joseph Daher

Pela primeira vez na história, um conglomerado detém uma estrutura que fornece poder quase ilimitado. Usa a “liberdade de expressão” como escudo. Remédios clássicos, aplicados aos setores de petróleo, tabaco e farmacêutico, são insuficientes. Qual a saída possível?

James Görgen

As eleições deste domingo poderão finalmente afastar Viktor Orbán do poder. As forças da oposição uniram-se em torno do candidato rival Péter Magyar, não tanto por acreditarem no seu programa, mas sim por desespero face à viragem autoritária do país.

Imre Szijarto

Oxfam, Save the Children e outras organizações para os refugiados fazem o balanço de seis meses do acordo de cessar-fogo, por entre a continuação da fome e da morte dos palestinianos vítimas dos ataques israelitas que nunca cessaram.

O cessar-fogo entre os Estados Unidos da América e o Irão fez o preço do barril de petróleo baixar a pique, mas as expectativas de um “regresso à normalidade” podem ser exageradas.

Daniel Moura Borges

O aumento do investimento militar em tempo de guerra conduz ao aumento do défice e da dívida pública, mas também a cortes orçamentais que podem chegar aos 26% em Saúde, 25% nos apoios sociais e 14% na Educação.
 

Afirmar que África seria incompatível com a democracia equivale, nas entrelinhas, a negar aos africanos valores universais como a liberdade, a justiça ou mesmo a igualdade.

Boubacar Sanso Barry

O ensaio publicado pelo ativista Yashar Darolshafa a partir da prisão de Evin vem contrariar as simplificações das narrativas que dissolvem completamente o povo no regime e também as que reduzem o povo inteiramente à oposição liberal ou monárquica.

Siyavash Shahabi

Militares israelitas continuam a bombardear o Líbano e a emitir ordens de evacuação. Comissão Europeia apela a Israel para que cesse os ataques. 

A ameaça de bombardeamentos massivos sobre infraestruturas civis foi retirada antes da hora limite do ultimato do presidente dos EUA. Negociações começam na sexta-feira no Paquistão em torno do plano apresentado por Teerão.

Trump ameaçou nas redes sociais que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”. O economista Paul Krugman pergunta: “Somos civilizados se fizermos este tipo de coisa? Se a América, como nação, não se opuser a isto, o que somos nós?”

Paul Krugman

Em entrevista ao Democracy Now!, Ramzi Kaiss, analista da Human Rights Watch no Líbano, fala de uma nova crise humanitária provocada por Israel, que ameaça cometer mais crimes de guerra.

Presidente dos EUA reafirmou ultimato e ameaça destruir infraestrutura civil iraniana. Depois dos hospitais e universidades, esta noite foi a vez de uma sinagoga no centro de Teerão ficar destruída pelas bombas de Israel e dos EUA.

Da embarcação que saiu da Líbia no sábado com 105 pessoas a bordo, apenas 32 sobreviveram. Empurradas para estas travessias perigosas pelas políticas migratórias europeias, entre janeiro e março morreram mais de 600 pessoas no Mediterrâneo.

O sociólogo alemão Wolfgang Streeck analisa nesta entrevista as consequências da guerra no Irão, a irrelevância na União Europeia e o seguidismo da Alemanha em relação aos EUA e Israel.