Esquerda com Memória

À margem do Fórum Socialismo 2018, o esquerda.net organizou uma conversa com Fernando Rosas, Miguel Cardina e Bruno Sena Martins em torno do livro “As voltas do passado. A guerra colonial e as lutas de libertação”. 

Bloqueadas as saídas políticas para a questão colonial, só o derrube do regime poderia pôr fim à guerra. Foi o que aconteceu no dia 25 de Abril. Relato de como foi elaborado o plano operacional e de como ele teve sucesso no dia em que a ditadura caiu.

Luís Leiria

Há 40 anos um polícia da PSP disparou sobre uma manifestação antifascista causando dois feridos e um morto. Republicamos a entrevista a Jorge Falcato, que ficou gravemente ferido na sequência dos disparos e um artigo do escritor Mário Dionísio escrito na altura.

A campanha de Humberto Delgado varreu o país como um vendaval, arrastando multidões e revelando um Portugal desconhecido que aderia publicamente à contestação ao regime, enfrentando a repressão. Artigo de João Paulo Guerra.

Há 50 anos, em 13 de Fevereiro de 1965, a PIDE assassinou o general Humberto Delgado. Sempre sob a orientação pessoal de Salazar (que despachava diretamente com o Diretor), tudo o que era importante ser feito dentro da PIDE tinha o aval do ditador.

Álvaro Arranja

Joaquim Almeida escreve ao esquerda.net, a propósito do artigo “A revolta dos mineiros do Pejão foi há 20 anos”, referindo que o faz não por haver no artigo várias referências à sua pessoa (“sem qualquer rigor, nem veracidade”), mas para “repor a verdade dos factos da luta dos mineiros do Pejão”, que no seu entender “merece ficar gravada com letras de ouro, na história do movimento operário português”.

O atual Presidente da República, Cavaco Silva, que era então o primeiro-ministro do governo da maioria PSD, tinha assumido em mãos o encerramento das minas do Pejão e o consequente desemprego de 500 trabalhadores. A irónica marcação da inauguração do monumento de homenagem ao Mineiro, enfureceu ainda mais os trabalhadores das minas do Pejão, uma vez que se tratava de uma festa no dia em que iam ficar sem emprego... Por José Lopes.

A democracia política em Portugal não foi uma outorga do poder. Foi uma conquista imposta ao poder. O mesmo quanto à democratização social, o direito à greve, a liberdade sindical, o salário mínimo, as férias pagas, a redução do horário do trabalho e os fundamentos de um sistema universal de segurança social. Artigo de Fernando Rosas, publicado no nº 5 da revista Vírus.

Fernando Rosas

Republicamos no esquerda.net as "Recordações da Casa Vermelha" de João Martins Pereira – um conjunto de recortes e memórias dos meses que precederam a Revolução, publicado na revista Combate nos 20 anos do 25 de Abril.

A experiência da crise pré-revolucionária de 1974-75 continua a ser uma lição essencial sobre a natureza do poder da burguesia, da sua capacidade de sobrevivência, adaptação e reconversão.

Jorge Costa

Republicamos no esquerda.net as "Recordações da Casa Vermelha" de João Martins Pereira – um conjunto de recortes e memórias dos meses que precederam a Revolução, publicado na revista Combate nos 20 anos do 25 de Abril.

Republicamos no esquerda.net as "Recordações da Casa Vermelha" de João Martins Pereira – um conjunto de recortes e memórias dos meses que precederam a Revolução, publicado na revista Combate nos 20 anos do 25 de Abril.

O esquerda.net republica as "Recordações da Casa Vermelha" de João Martins Pereira – um conjunto de recortes e memórias dos meses que precederam a Revolução, publicado na revista Combate nos 20 anos do 25 de Abril.

Publicamos no esquerda.net as conclusões da tese de mestrado de João Vasconcelos “O 18 de Janeiro de 1934 – História e Mitificação”, defendida em 2002. No 80º aniversário da greve geral revolucionária, a Cultra organizará uma exposição e um colóquio e o Bloco um jantar de comemoração na Marinha Grande (aceder a notícia).

João Vasconcelos

A 24 de novembro de 1945, foi inaugurada a Sala de Leitura Feminina na Biblioteca Pública Municipal do Porto. Que se leria em tal sala? Quem iria lá ler? Por Paula Sequeiros para esquerda.net.

Paula Sequeiros

Há 70 anos, mais de 2.500 operários do setor do calçado de São João da Madeira entraram em greve. A corajosa luta foi a 5 de agosto de 1943, e para além da greve realizou-se uma manifestação que terá juntado 4.000 trabalhadores e trabalhadoras. Os trabalhadores exigiam aumentos salariais, num ano de fome, miséria e grande repressão.

Foi em 12 de Julho de 1973: a polícia de choque entrou nas oficinas da TAP para dissolver uma concentração de 5.000 operários. Abriu fogo, fez vários feridos e esteve na iminência de invadir também um dos hangares. Mas acabou por ter de retirar. A greve manteve-se por mais uma semana e terminou com uma meia vitória dos trabalhadores. Nove meses depois, era o 25 de Abril.

A guerra colonial, e a consequente derrota militar óbvia e iminente, esteve envolvida, durante o tempo que durou, num nevoeiro de propaganda ideológica que ainda hoje perdura passados 39 anos do seu fim. Artigo de Mário Tomé

Mário Tomé

O Governo da Esquerda Democrática de José Domingues dos Santos - 1924/25 será o único a contar com o apoio popular, incluindo a anarco-sindicalista CGT, o Partido Socialista e o jovem Partido Comunista. Artigo de Álvaro Arranja, historiador.

Álvaro Arranja

Publicamos em Esquerda com memória a comunicação “julgar a Pide condenar o fascismo”: Tribunal Cívico Humberto Delgado, uma experiência breve (1977-1978), apresentada ao Colóquio Internacional Legados do Autoritarismo em Perspectiva Comparada, Lisboa, Abril de 2012 por João Madeira, Investigador do Instituto de História Contemporânea, FCSH/UNL