Espanha

Com os votos da Esquerda Republicana e Junts e a abstenção da CUP, o parlamento da Catalunha aumenta a pressão nas negociações para a investidura do próximo governo espanhol.

Agora, a batalha imediata é por uma lei de amnistia para o conjunto das pessoas que sofreram represálias por causa do procés e do seu exercício de direitos fundamentais. Esta é uma batalha que se pode ganhar porque há uma maioria parlamentar possível para a aprovar. Por Jaime Pastor.

Uma lei de amnistia e o "fim da repressão" aos independentistas são as pré-condições anunciadas em Bruxelas pelo ex-líder do governo catalão para viabilizar o governo PSOE-Sumar.

O grupo ALSA despediu uma das suas condutoras  em Almeria na Andaluzia por ter parado o veículo numa área de descanso devido às suas dores provocadas pela endometriose. Por Aurora Báez Boza

Após os bons resultados eleitorais nas eleições municipais e legislativas, a líder do Bloco Nacionalista Galego assume o desafio de arrebatar a Xunta ao PP nas próximas eleições.

No novo parlamento espanhol, os partidos catalães pró-independência perderam representação mas ganharam importância decisiva para possibilitar a investidura do próximo Governo.

Mariana Mortágua frisou que “não tendo qualquer programa político, qualquer alternativa”, a direita portuguesa “esperava apenas os ventos do Estado espanhol para conseguir apanhar uma boleia”. Coordenadora do Bloco espera que possa ser agora encontrada uma “solução democrática”.

Apesar de ser o partido mais votado, o PP não tem maioria para governar com o apoio do Vox. Pedro Sánchez e os partidos à esquerda prometeram iniciar desde já negociações para uma nova maioria com apoio dos partidos bascos, catalães e galego.

Fotos do atual líder do PP no iate do narcotraficante a quem concedeu contratos públicos na Galiza estão a assombrar a reta final de campanha.

Yolanda Díaz assumiu o protagonismo do confronto com a direita num debate em que Pedro Sánchez optou pela serenidade e Santiago Abascal procurou não hostilizar o eleitorado do PP, aproveitando a ausência do seu líder.

O PP continua a liderar as sondagens e esta quarta-feira o seu líder, novamente apanhado a mentir na entrevista à TVE, não vai participar no debate televisivo entre os maiores partidos, delegando no Vox a representação da direita espanhola.

Apesar de ter ficado atrás do PSOE nas eleições de maio e de ter prometido que nunca incluiria a extrema-direita no executivo, Maria Guardiola vai governar a Extremadura graças ao acordo com o Vox.

Para atacar Pedro Sánchez, a direita e a extrema-direita espanhola popularizaram o slogan "Que te vote Txapote", referindo-se ao nome de um preso da ETA condenado por vários assassinatos. Muitas vítimas e familiares dizem-se indignados com esta manobra eleitoralista.

No único debate televisivo em que o líder do PP espanhol aceitou participar, a questão das alianças com a extrema-direita esteve sempre presente.

A poucas semanas das eleições de 23 de julho, a sondagem do CIS coloca esta quarta-feira a soma do PSOE e Sumar à frente da do PP e Vox. Personalidades da Cultura insurgem-se contra a censura de espetáculos nas autarquias agora governadas pelo PP e Vox.

Em 23 das grandes cidades espanholas o PP governará com o Vox. Políticas de igualdade e combate à violência de género estarão assim em causa em muitas autarquias devido aos acordos. A nível regional, o acordo em Valência também ameaça a recuperação dos restos mortais das vítimas de Franco.

O futuro de Sumar dependerá, em grande medida, do facto de governar ou não. Por outras palavras, a chave da operação Sumar dependerá do dia seguinte a 23 de julho. Nada está fechado. Por Manuel Monereo.

A coligação Sumar, liderada pela atual ministra do Trabalho Yolanda Díaz, apresenta-se como "o acordo mais amplo e plural entre forças progressistas e verdes" na história da democracia espanhola.

Numa noite em que o PP se lançou ao assalto do governo, a extrema-direita se consolidou e o PSOE, Podemos e outras forças de esquerda sofreram derrotas significativas que redundaram na antecipação das legislativas, o mapa eleitoral confirmou duas exceções.

Partido de Alberto Núñez Feijóo ganhou em 28 das 50 capitais de província, aproveitando o desaparecimento dos liberais do Ciudadanos e o recuo da esquerda. Primeiro-ministro espanhol convocou eleições gerais para 23 de julho.