Espanha

O projeto cooperativo de Marinaleda, símbolo de um modo coletivo de entender a agricultura e ganha pão de um município que inverteu um ciclo de pobreza e migração, está ameaçado por causa de uma decisão da Junta da Andaluzia. Por Aurora Báez Boza.

As despesas com a ampliação de estádios e outros apoios públicos estão a afastar vários municípios espanhóis das candidaturas a acolher o Mundial da FIFA.

No bairro que ardeu na quinta-feira, a direita tinha promovido um processo de desinvestimento e expulsão da classe trabalhadora a que se seguiu a especulação imobiliária e construção com materiais inflamáveis e de baixa qualidade. Por Tomàs P. Alfonso.

Pedro Sánchez e Leo Varadkar escreveram a Ursula von der Leyen a pedir que a Comissão Europeia reveja os seus acordos comerciais com Israel face às violações do direito humanitário por parte deste país em Gaza.

Durante o pior período da pandemia, o governo autonómico do PP implementou os “protocolos da vergonha” dando orientações para que idosos com Covid-19 não fossem levados aos hospitais. Relatórios policiais mostram agora o caos com cadáveres de idosos acumulados nos lares, falta de cuidados paliativos e materiais de proteção.

Ana Pontón, do Bloco Nacionalista Galego, candidata à presidência da Junta da Galiza, deixou claro no debate televisivo que só existem “dois modelos”: “Ou há um presidente do PP ou uma presidenta do Bloco”, declarou.

Europa continua a financiar os países de origem e de trânsito para delegar-lhes o controlo das fronteiras o mais longe possível do território europeu. E não tem qualquer pudor em negociar com governos conhecidos pelas violações dos direitos humanos a que sujeitam migrantes.

O Bloco Nacionalista Galego e a Anova, fundada por Xosé Manuel Beiras, assinaram este domingo um acordo político com vista às eleições galegas de 18 de fevereiro. Na segunda-feira, Mariana Mortágua e a líder do BNG, Ana Pontón, estarão juntas em Compostela.

O novo governo espanhol e as tensões que atravessam a sua base de apoio, a par da crescente radicalização das direitas e da evolução do conflito catalão para a fase da negociação política são alguns dos elementos abordados nesta análise do politólogo Jaime Pastor.

Entre 5 a 8 de janeiro, o pessoal de terra da companhia aérea espanhola fará greve depois da empresa ter perdido o contrato de handling em oito aeroportos. Os trabalhadores sentem-se ameaçados pela perda de direitos.

As estações de serviço independentes acusam a gasolineira de, tendo uma posição dominante no mercado grossista, ter oferecido descontos aos clientes ao mesmo tempo que aumentava preços a estas estrangulando-as financeiramente.

Governo espanhol alega incumprimento de prazos para não renovar autorização de residência à resistente saharaui. Ativista nega esse argumento e diz estar novamente a ser vítima da "cumplicidade hispano-marroquina".

A celebração, a reivindicação ou a recordação do magnicídio do tirano devem ser aplaudidas ou perseguidas numa sociedade que se pretende democrática? Por Vicent Galiana.

O partido liderado por Ione Belarra rompeu com a coligação de Yolanda Díaz e os seus cinco deputados passam para o Grupo Misto. É o culminar de uma relação marcada desde o início por desacordos e acusações.

Os debates sobre a investidura e a Lei da Amnistia darão a medida do alcance da retórica golpista da direita espanhola e da instabilidade política que será desencadeada num contexto europeu e internacional cada vez mais autoritário, reacionário e militarista. Por Jaime Pastor.

A guerra do Rife ocupa um lugar secundário na memória histórica dos espanhóis. E ainda mais esquecida ficou a utilização de gases tóxicos contra a população civil. Por Alejandro de Soto.

A negociação do âmbito da lei da amnistia concluiu-se na madrugada desta quinta-feira e agora resta apenas fechar acordo com os nacionalistas bascos do PNV para que a investidura de Pedro Sánchez se concretize. Veja aqui o que cada partido obteve nas negociações da investidura.

Pela segunda noite consecutiva, a concentração convocada pelo Vox e outros grupos em frente à sede do PSOE para protestar contra a amnistia aos envolvidos no referendo catalão acabou com violentos confrontos com a polícia.

O tesoureiro do partido de extrema-direita demitiu-se depois de conhecidas as transferências de sete milhões de euros do partido para a fundação de Abascal sem haver pormenores sobre as razões de grande parte dos gastos e depois de o Tribunal de Contas ter advertido o Vox por várias presumíveis irregularidades.

Muitos dos deputados do Vox não cumprem o Código de Conduta que os obrigaria a detalhar a que entidades doaram fundos ou de onde receberam dinheiro nos últimos cinco anos. Uma situação que se repete num partido que é contra a apresentação da declaração de interesses e aconselha deputados a preencherem-na com fórmulas genéricas.