Alemanha

No dia em que a Alemanha responde no TIJ sobre o apoio a Israel, contamos histórias de quem resiste ao clima de medo instalado entre quem defende a Palestina: o grupo judaico com a conta congelada, os organizadores do congresso pela Palestina com rusgas em casa ou os funcionários públicos que escreveram anonimamente a Scholz.

Investigação jornalística descobriu entre os assessores do grupo parlamentar vários elementos neonazis, identitários e conspiracionistas de grupos identificados pelos serviços de segurança estatal como extremistas de direita.

Esta semana estão marcadas greves dos maquinistas da empresa pública ferroviária Deutsche Bahn e do pessoal de cabine da Lufthansa. No primeiro caso luta-se pela redução do horário de trabalho que várias das empresas privadas do setor já aplicam. No segundo por aumento salarial em ano de lucros recorde.

Os adeptos alemães opõem-se à mercantilização do futebol e prezam a regra do 50+1 que faz com que no país o controlo dos clubes permaneça nas mãos dos sócios e não de fundos de capitais como noutros lados. A Liga Alemã de Futebol teve de recuar na “parceria estratégica” milionária.

A Conferência Episcopal da Alemanha afirma que o extremismo de direita não é compatível com os valores fundamentais do cristianismo pelo que defende que os católicos e outros cidadãos não devem votar na AfD, o parceiro alemão do Chega.

Contam-se pelas centenas de milhar os alemães que estão a sair às ruas para dizer que “o fascismo não é uma alternativa”. Só neste sábado foram 250.000. Na reunião em que se planeou a expulsão em massa de migrantes estiveram presentes também dois membros de uma ala ultra-conservadora da CDU que agora vai criar um novo partido.

Em cinco dias consecutivos, as ruas de várias cidades alemãs têm-se enchido de vozes antifascistas em reação a notícia de que se estaria a preparar um plano de deportação em massa caso a AfD vencesse as próximas eleições.

Membros da Alternativa para a Alemanha (AfD), incluindo um assessor da sua líder, Alice Weidel, reuniram-se com o chefe do Movimento Identitário e com ativistas neonazis para discutir um plano de deportações em massa de migrantes, a ser caso posto em prática o partido chegue ao poder.

Vários movimentos que rejeitam o Estado criado após a derrota do nazismo intensificam a compra de terras em zonas rurais para aí estabelecerem comunidades autónomas. Ao mesmo tempo, Pirna, na Saxónia, torna-se a primeira autarquia alemã presidida por um elemento da extrema-direita.

Dirigente da CDU alemã afirmou este fim de semana que o partido defende que os refugiados possam ser enviados para países terceiros, como o Ruanda, à semelhança do que tenta fazer o governo britânico contra a vontade dos tribunais.

Ministro das finanças alemão anunciou uma nova suspensão do travão à dívida previsto na Constituição. "A Alemanha é o Frei Tomás da Europa", diz o eurodeputado José Gusmão.

Meloni acordou instalar na Albânia dois centros de detenção de migrantes resgatados do Mediterrâneo. Scholz negociou com os estados alemães o aumento das verbas que o Estado central paga por requerente de asilo, ao mesmo tempo que reduz as suas condições de permanência no território.

A direita governará na Baviera e no Hesse, a extrema-direita cresce e os partidos do arco governativo todos desceram nas eleições deste domingo. Más notícias também para o Die Linke, que perde metade dos voto e sai do parlamento do Hesse.

O líder da CDU alemã tinha afirmado no domingo que o "cordão sanitário" em relação à extrema-direita podia ser rompido a nível local. O repúdio generalizado obrigou-o a recuar no dia seguinte.

No armazém de Coventry que em janeiro viu pela primeira vez acontecer uma greve na Amazon, 900 trabalhadores estão em luta. Na Alemanha são dez centros de distribuição. Baixos salários e alta pressão fazem parte do seu quotidiano.

É a primeira vez que um partido de extrema-direita ocupa o cargo de Landrat na República Federal. Quais são as consequências?. Por David Begrich.

Ouça estas e outras notícias canábicas nesta edição do podcast Quatro e Vinte.

O maior estudo sobre o impacto da legalização da canábis no consumo de tabaco é o destaque desta emissão do Quatro e Vinte.

O sindicato EVG tinha colocado o aumento do salário mínimo como prioridade e nas vésperas da greve a empresa ferroviária estatal cedeu. Contudo, avisa-se que estão “longe de pendurar os coletes dos piquetes de greve no armário” porque são precisos aumentos para o resto dos trabalhadores que compensem a subida de inflação.

O grupo de trabalho nomeado pelo Governo do grão-ducado em 2019 entregou as suas propostas de recomendação. Ouça esta e outras notícias no podcast Quatro e Vinte.