O sindicato alemão GDL marcou ao final da tarde deste domingo uma greve de 24 horas dos maquinistas da empresa pública de transportes ferroviários Deutsche Bahn. A estrutura sindical tinha avisado antes que iria deixar de fazer a tradicional notificação de 48 horas antes das paralisações.
Assim, anuncia-se em comunicado, os comboios de passageiros serão afetados a partir das duas da manhã desta terça-feira e os de transporte de carga já a partir das seis da tarde desta segunda-feira.
No cerne da disputa está a redução do horário de trabalho. Os trabalhadores exigem que se passe da semana de 38 para a de 35 horas sem perda salarial.
O GDL considera uma “provocação” não lhe ter sido apresentada mais nenhuma proposta negocial desde dia 19 de janeiro e fala em “desprezo” pela força de trabalho da empresa por parte de uma “gestão ricamente remunerada”. Claus Weselsky, presidente deste sindicato, considera que os trabalhadores só estão a recorrer a esta forma de luta como “último recurso” e sublinha que há economistas a notar “como fizeram no dia 7 de Março no Berliner Zeitung, que os custos da greve já excedem os custos de algum acordo”. Para além disso, alega-se que o está a ser exigido já é aplicado no setor do país por 28 empresas abrangendo mais de 15.000 trabalhadores ferroviários.
Este processo de luta dos maquinistas alemães arrasta-se há algum tempo e ainda na semana passada os maquinistas alemães tinham feito uma greve de dia e meio. Nessa mesma altura, cruzaram-se com greves de trabalhadores da Lufthansa e dos transportes públicos locais de vários dos estados alemães.
Também esta semana volta a haver greve do pessoal de cabine da Lufthansa convocada pelo sindicato UFO para terça (para o aeroporto de Frankfurt) e quarta-feira (para o de Munique). A empresa tinha anunciado na passada quinta-feira lucros de 2,7 mil milhões de euros em 2023, os terceiros mais altos de sempre, mas recusa aceitar o aumento de salarial de 15% nos próximos 18 meses. Esta greve deverá afetar mil voos por dias, ou seja 200 mil passageiros.
O pessoal de terra, representado pelo sindicato Verdi também tinha igualmente feito dois de greve na companhia aérea alemã a semana passada, a terceira greve em dois meses. Aqui a reivindicação era de 12,5% nos próximos 12 meses e um pagamento único de 3.000 euros para compensar a inflação.