Em dia de estreia da seleção portuguesa no Campeonato do Mundo de Futebol, o debate quinzenal com o primeiro-ministro começou uma hora mais cedo do que o habitual, mas o tema também entrou no argumentário do debate. Fabian Figueiredo lembrou o empate da véspera da seleção de Cabo Verde contra Espanha para dizer a Luís Montenegro que “quando as regras são justas, há seleções surpresa”, enquanto na governação da direita “temos um campo inclinado sempre para o mesmo lado”.
Com um pacote laboral que “baixa salários” e mostra que “a prioridade da governação é que os portugueses ganhem ainda menos” ou uma Prestação Social Única “que obriga doentes oncológicos, pessoas com deficiência e viúvas a prestar trabalho gratuito, que corta apoios a crianças se um adulto falhar a uma obrigação absurda”, Fabian Figueiredo conclui que com este governo “sabe-se sempre o resultado do jogo: ganham sempre os mesmos - a banca, a grande distribuição, as elétricas e as petrolíferas”.
O deputado do Bloco questionou Montenegro sobre o imposto sobre lucros extraordinárias anunciado há um mês e que “ninguém o viu”, enquanto os combustíveis, o cabaz alimentar e as casas estão mais caras.
“A quem trabalha aperta-se, à viúva exige-se, à criança corta-se, mas ao multimilionário que está a ganhar com a crise energética perdoa-se”, concluiu Fabian Figueiredo, apelando a Montenegro que “pare de torcer contra quem trabalha e traga o imposto para termos mais meios para responder à crise”.