É nesta inércia de vergonha, amoral e de desorientação que vegeta o partido político cujo líder tem por maior bandeira a ética, mas que está há meses entretido com questões internas.
O interesse jornalístico por estes fenómenos - é uma coisa. Outra é o que aconteceu na sexta-feira, ao longo do dia, e foi completamente disparatado e até grave.
Um estudo do INE sobre o risco de pobreza constata que, a nível nacional, se inverteu o crescimento da taxa de risco. No que diz respeito aos Açores, o estudo confirma que esta taxa é a maior do país.
A tentativa de apropriação do descontentamento por parte da extrema-direita portuguesa é um facto e não matéria de opinião. Isso não é uma novidade, mas é preocupante.
O estado catatónico da direita orgânica deixa espaço para que a direita inorgânica se solte e para que isso alimente estratégias, por enquanto subterrâneas, de ganho de hegemonia da extrema direita nesse campo.
Não está em causa a liberdade do setor privado para abrir unidades onde bem lhe aprouver. A grande questão é se devem ser os nossos impostos a financiar a expansão do setor privado enquanto o SNS definha.
Quatro décadas depois, é uma outra extrema-direita que emerge. Vale a pena discutir essa especificidade, porque esse entendimento é a condição para responder ao risco.
Em tempos de austeridade, PSD e CDS souberam sempre assegurar bons negócios. Privatizaram a EDP e ainda lhe garantiram lucros fixos por mais sete anos na eólica.
O anúncio feito pelo Presidente do Governo Regional de que todo o tempo de serviço congelado aos professores nos Açores seria contado é uma grande vitória de professores e professoras.