Internacional

Centro de greve do Sindicato UNI Global Union. Foto do Esquerda.net Os 9 mil trabalhadores da IBM Itália
estão hoje em greve e decidiram levar a sua luta ao mundo
virtual do Second Life. Representantes dos grevistas estão
presentes nas "ilhas" que a gigante empresa de informática
cria naquele mundo virtual para promover a empresa e construir novas
ligações com os clientes. Ao mesmo tempo, um piquete de greve
está, no mundo real, em frente aos escritórios da IBM
Itália.

James GalbraithEntrevista ao economista americano James Galbraith[1], publicada no jornal "Libération" de 24 de Setembro de 2007 e realizada por Florent Latrive e Christian Losson.

As imagens das filas de espera do banco Northern Rock no Reino Unido fazem pairar o espectro de uma repetição de 1929?

A crise era inevitável, assim como o contágio real. Viram-se cenas de pânico na Grã-Bretanha, num fundo de irracionalidade, de crise de confiança, de desconfiança enraizada. É apenas o início de uma crise bancária, que pode relembrar 1929, mas que estava invisível. 

MarMisturar águas profundas dos
oceanos com águas de superfície para reduzir o
aquecimento global. Esta é a proposta de "tratamento de
emergência" apresentada por James Lovelock, pai da teoria de
Gaia, e Chris Rapley, director do Museu de Ciência de Londres,
numa carta publicada na revista Nature. Os autores reconhecem
que a proposta é apenas uma sugestão, e que não
tem validação científica, mas alertam que o
problema do aquecimento global é tão grave que é
preciso tentar soluções radicais - mesmo que acabem
por não funcionar.

George W. Bush abraçado a AznarQuatro semanas antes da invasão
do Iraque, o presidente dos EUA, George W. Bush, já tinha
decidido lançar a acção militar,
independentemente das decisões da ONU, e deu disso conta ao
então presidente do governo espanhol, José Maria Aznar,
numa reunião no seu rancho do Texas. Na acta desse encontro,
que se mantinha secreta até hoje e foi divulgada pelo jornal
El País, surge um Aznar preocupado e pedindo ajuda para
convencer a opinião pública do seu país (uma
semana antes da reunião, as manifestações
antiguerra em Espanha juntaram 3 milhões de pessoas), e um Bush
ameaçador para os restantes países do Conselho de
Segurança, entre eles Chile, México e Angola, e
referindo-se a Chirac como o Mister Arab.

Operários da GM em greve - foto da LusaA direcção da General Motors e o sindicato UAW (sindicato dos trabalhadores do sector automóvel) chegaram a um acordo nesta quarta-feira, pondo fim à greve de mais de 73 mil trabalhadores, que paralisava desde segunda-feira as 80 fábricas da GM nos EUA.

O acordo prevê a criação de um fundo, que será gerido pelos sindicatos, para tratar dos cuidados de saúde dos reformados. Ron Gettelfinger, presidente do sindicato, declarou que a GM se comprometeu a manter o número de efectivos das fábricas americanas da empresa, durante os próximos quatro anos.

Rangun, capital da Birmânia (07/09/26) - Foto da LusaNesta quarta-feira, ao princípio da manhã, a polícia dispersou uma concentração junto ao Pagode Shwedagon, à bastonada e com gás lacrimogéneo. O canal de televisão britânico Sky News anuncia que um manifestante foi morto a tiro.

Na terça-feira a Junta militar, no poder na Birmânia, decretou o recolher obrigatório e a proibição de concentrações de mais de cinco pessoas na capital, Rangun, e também na cidade de Mandalay, a segunda maior do país. A Juntas militar tomou a decisão depois de, na terça-feira, se terem repetido protestos de muitos milhares de pessoas, que se verificam há mais de uma semana.

Piquete de greve em Detroit. Foto LusaSeguindo o apelo do sindicato UAW
(sindicato dos trabalhadores do sector automóvel), mais de 73
mil funcionários da General Motors dos Estados Unidos entraram
em greve em 80 fábricas de todo o país. Desde 1970 que
não havia uma greve nacional na GM norte-americana. O
presidente do UAW, Ron Gettelfinger, disse que a GM forçou o
sindicato a convocar a greve por negar-se a dar garantias em questões
chave como a estabilidade do emprego.

Ahmadinejad fala na Universidade de Colúmbia. Foto LusaO presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou durante um debate na Universidade de Columbia que nunca negou a existência do Holocausto. "Não disse que ele nunca aconteceu. O que questionei foi que, tendo acontecido, o que é que ele tem a ver com o povo palestiniano?" Ahmadinejad respondia ao presidente da universidade, Lee Bollinger, que no discurso de apresentação fez diversas perguntas e acusou o presidente iraniano de mostrar todas as características de "um ditador cruel e mesquinho". Mais de 700 pessoas, na maioria estudantes, participaram da conferência, que foi transmitida pela rede de televisão CNN.

Manifestação em Rangun, na 2ª feira (07/09/24) - Foto da LusaPelo menos 300 mil pessoas manifestaram-se pacificamente, na segunda feira, nas cidades da Birmânia (também chamada Myanmar). Monges budistas e civis marcharam pelas ruas de Rangun, Pakokku e Mandalay protestando contra a ditadura militar, no poder desde 1988.

Os protestos são os maiores que alguma vez se viram na Birmânia e começaram a 19 de Agosto, quando os combustíveis aumentaram brutalmente.

Os monges budistas, que têm organizado as manifestações na última semana, exigem ao governo desculpas pelas agressões de que foram vítimas vários monges.


Stop Sellafield, autocolante da GreenpeaceUm relatório da Royal Society, publicado sexta-feira, refere que o plutónio armazenado na Grã-Bretanha duplicou na última década. O plutónio acumulado, mais de 100 toneladas, é suficiente para fabricar 17000 bombas nucleares, semelhantes à que destruiu a cidade japonesa de Nagasaki em 1945. O plutónio, que provém principalmente do urânio reprocessado usado nas centrais nucleares, tem sido armazenado "sem uma estratégia para a sua eliminação ou para eventual uso futuro".

A Royal Society alerta ainda para que o governo britânico mude as condições "inaceitáveis" em que o plutónio está armazenado na central de Sellafield, no noroeste da Inglaterra, que consideram vulnerável a um ataque terrorista".

blackwater.jpgQuatro dias depois do anúncio de suspensão das actividades da Blackwater - a empresa de segurança que protege a "zona verde" onde está a embaixada dos EUA em Bagdade - ela está de volta ao trabalho. O tiroteio de domingo provocou onze mortos civis e doze feridos e o primeiro-ministro iraquiano tinha-o classificado de "acto criminoso", garantindo que não iria admitir "o assassinío dos nossos cidadãos a sangue-frio"

Atentado no Líbano - Foto da LusaUm atentado
com um carro-bomba provocou a morte do deputado libanês Antoine Ghanem, do partido da Falange e que era uma das figuras que fazia a ligação entre
o presidente do partido, Amin Gemayel, e a oposição. A explosão
aconteceu na área residencial de Horch Tabet, no bairro Sin el Fil, no sudoeste
da cidade de Beirute. No atentado morreram sete pessoas e mais de 50 ficaram
feridas.

Antoine
Ghanem vivia no Abu Dhabi, porque tinha sido alertado que estaria na "lista
negra" das pessoas a serem eliminadas. Na manhã do dia do atentado terá dito a Antoine Andraos, também deputado da Falange, que tinha medo e pressentia que algo
não estava bem.

Leia Líbano:
atentado em nome da guerra civil
, opinião de Miguel Portas no blogue "Europa Sem
Muros".

Jerusalém, 19 de Setembro de 2007, Condoleeza com Gabi Ashkenazi e Ehud Barak – Foto da LusaO gabinete
de segurança de Israel declarou a Faixa de Gaza “território inimigo” e o Hamas
uma "organização terrorista". A decisão, tomada nesta quarta feira, permite a Israel
cortar o fornecimento de água, electricidade e combustível à faixa de Gaza. Condoleeza
Rice, secretária de Estado dos EUA, que se encontrava em Israel, apoiou a declaração
do gabinete israelita.

O
secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, apelou a Israel a que reveja a decisão,
considerando-a contrária às obrigações do Estado de Israel para com os civis, à
luz do direito internacional. O director
executivo, da ONG Oxfam Internacional, Jeremy Hobbs, considerou que a decisão
israelita é uma “punição colectiva”.

Israel
tomou esta decisão na sequência de um ataque no passado dia 11 de Setembro,
quando dois rockets lançados de Gaza feriram 67 soldados.

Refinaria de petróleoO barril do crude chegou hoje a um novo recorde histórico no mercado novaiorquino com 81,24 dólares, poucas horas antes da reunião da Reserva Federal norte-americana. O barril de petróleo atingiu os 80 dólares pela primeira vez na quarta-feira da semana passada. Analistas da consultora Goldman Sachs prevêem que o preço do barril do petróleo chegue aos 85 dólares no final do ano e que possa atingir os 95 dólares em 2008.

Sabra e Chatila. Foto de Camilo AzevedoO massacre de Sabra e Chatila fez ontem 25 anos. Na noite de 16 para 17 de Setembro de 1982, milícias cristãs falangistas entraram em dois campos de refugiados palestinianos - Sabra e Chatila - que estavam sob o controlo das tropas israelitas ocupantes do Líbano e massacraram milhares de pessoas, na sua maior parte à faca. O ministro da Defesa de Israel na altura era Ariel Sharon. Para lembrar o evento, remetemos o leitor para a reportagem de Luis Leiria e Camilo Azevedo , já publicada no Esquerda.net no ano passado.