Birmânia: Junta militar reprime movimento de protesto

26 de setembro 2007 - 12:54
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Rangun, capital da Birmânia (07/09/26) - Foto da LusaNesta quarta-feira, ao princípio da manhã, a polícia dispersou uma concentração junto ao Pagode Shwedagon, à bastonada e com gás lacrimogéneo. O canal de televisão britânico Sky News anuncia que um manifestante foi morto a tiro.

Na terça-feira a Junta militar, no poder na Birmânia, decretou o recolher obrigatório e a proibição de concentrações de mais de cinco pessoas na capital, Rangun, e também na cidade de Mandalay, a segunda maior do país. A Juntas militar tomou a decisão depois de, na terça-feira, se terem repetido protestos de muitos milhares de pessoas, que se verificam há mais de uma semana.

Durante a madrugada de terça para quarta feira soldados e tropas de elite chegaram à capital e concentraram-se junto aos principais mosteiros e templos.

Os manifestantes concentraram-se junto ao Pagode Shwedagon, apesar do recolher obrigatório e da proibição de concentrações com mais de cinco pessoas, medidas decretadas por 60 dias pela Junta militar no poder.

A polícia começou por bater com os bastões nos seus escudos e depois lançaram gás lacrimogéneo e carregaram à bastonadas sobre as pessoas concentradas, que fugiram.

Antes da carga policial um "importante monge" declarou à agência France Press: "Nós já decidimos arriscar as nossas vidas pelo povo, embora possam haver alguns choques".

Durante a noite foram detidas diversas pessoas, nomeadamente Zaganar, um popular cómico e actor de cinema, e U Wing Naing, um activista político que tem 70 anos.

Notícia anterior no Esquerda.net:

Birmânia: 300 mil contra a junta militar