Birmânia: 300 mil contra a junta militar

24 de setembro 2007 - 17:37
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Manifestação em Rangun, na 2ª feira (07/09/24) - Foto da LusaPelo menos 300 mil pessoas manifestaram-se pacificamente, na segunda feira, nas cidades da Birmânia (também chamada Myanmar). Monges budistas e civis marcharam pelas ruas de Rangun, Pakokku e Mandalay protestando contra a ditadura militar, no poder desde 1988.

Os protestos são os maiores que alguma vez se viram na Birmânia e começaram a 19 de Agosto, quando os combustíveis aumentaram brutalmente.

Os monges budistas, que têm organizado as manifestações na última semana, exigem ao governo desculpas pelas agressões de que foram vítimas vários monges.


Na capital, Rangun, a manifestação juntou mais de 100 mil pessoas, e nela participaram membros da Liga Nacional para a Democracia (LND), o partido político da oposição liderado por Aung Sang Suu Kyi, que recebeu o prémio Nobel da Paz em 1991.

Segundo testemunhas citadas por estações de rádio birmanesas, nesta segunda feira 100 mil pessoas participaram na manifestação na capital em Rangun. Verificaram-se também manifestações noutras cidades, nomeadamente em Pakokku (no centro do país) também cem mil pessoas e em Mandalay (no norte do país) 120 mil. Na capital a manifestação começou no Pagode Shwedagon e nela participaram desde o início mais de 20 mil monges.

A hierarquia da instituição budista da Birmânia, que está submetida ao controlo governamental, tinha ordenado aos monges que regressassem aos mosteiros, para acabar com as manifestações contra a Junta Militar.

A junta militar, presidida pelo general Than Shwe, manteve-se em silêncio, por enquanto, e tem estado em reunião permanente convocada de emergência, na nova capital do país, Napyday.

Os protestos começaram a 19 de Agosto contra o aumento dos combustíveis: o gás natural, em que o país é rico, aumentou 535% e o gasóleo 100%.