Quatro dias depois do anúncio de suspensão das actividades da Blackwater - a empresa de segurança que protege a "zona verde" onde está a embaixada dos EUA em Bagdade - ela está de volta ao trabalho. O tiroteio de domingo provocou onze mortos civis e doze feridos e o primeiro-ministro iraquiano tinha-o classificado de "acto criminoso", garantindo que não iria admitir "o assassinío dos nossos cidadãos a sangue-frio"
Para já, a porta-voz da embaixada diz que as actividades da empresa se resumirão para já a missões fora da "zona verde", enquanto decorrem os inquéritos ao tiroteio.
Do lado iraquiano, o resultado da inquirição às testemunhas dá como provado que os seguranças da Blackwater são "100% culpados" deste incidente, ao terem disparado indiscriminadamente sobre quem passava na praça Nisour, após o rebentamento de dois morteiros nas proximidades. A empresa diz que os seus seguranças agiram em "legítima defesa".
A porta-voz da embaixada norte-americana afirmou que a a decisão de autorizar o regresso ao trabalho dos seguranças que fazem a protecção das personalidades do aparelho de estado dos EUA foi tomada em conjunto com o governo iraquiano.
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