A direcção da General Motors e o sindicato UAW (sindicato dos trabalhadores do sector automóvel) chegaram a um acordo nesta quarta-feira, pondo fim à greve de mais de 73 mil trabalhadores, que paralisava desde segunda-feira as 80 fábricas da GM nos EUA.
O acordo prevê a criação de um fundo, que será gerido pelos sindicatos, para tratar dos cuidados de saúde dos reformados. Ron Gettelfinger, presidente do sindicato, declarou que a GM se comprometeu a manter o número de efectivos das fábricas americanas da empresa, durante os próximos quatro anos.
Gettelfinger afirmou ainda que o sindicato irá reunir-se, quinta e sexta feira, com os directores das unidades da GM, para discutir os detalhes do acordo, esperando que este possa ser ratificado pelos trabalhadores em reuniões locais, por todo o país, durante o fim de semana.
Segundo a agência France Press, uma fonte da empresa "próxima do dossier" informou que o acordo prevê que a gestão dos cuidados de saúde dos reformados seja assegurada por um fundo "Voluntary Employees Beneficiary Association" (VEBA), gerido pelos sindicatos. Para este fundo a GM contribuirá com um financiamento de 70%, ficando os restantes 30% a cargo dos sindicatos. Em contrapartida, a GM poderá dar bónus e uma soma global, não aos reformados, mas aos assalariados.
Os detalhes mais concretos do acordo, no entanto, só serão conhecidos após a ratificação pelos trabalhadores e pela justiça norte-americana.
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