Opinião

Manuel Afonso

Podemos investir milhões nas renováveis mas, sem mudar a mobilidade, vai servir de pouco. Sem investir em quem trabalha, não há TGV, centrais solares, hidrogénio verde, nem nada que nos salve.

Guilherme Nogueira

O neocolonialismo, presente na forma como a história é contada e celebrada, continua a exercer uma influência insidiosa sobre a sociedade portuguesa e suas ex-colónias. É uma tentativa de mascarar a brutalidade com um véu de heroísmo, ignorando as vozes e a dor daqueles que sofreram sob o jugo colonial.

Pedro Amaral

Este é o nosso tempo, são os nossos contemporâneos, saibamos estar do lado certo da História, aquele que respeita a dignidade humana. Falo da situação que que está a acontecer em Gaza, do genocídio, impossível de negar.

Alberto Matos

O governo da AD anunciou por decreto o “pacote da imigração”, promulgado em tempo recorde pelo PR. Não passaria de mero eleitoralismo, se não estivesse em causa a vida de milhares de pessoas, em setores com tanto peso na economia como a agricultura, a construção, a hotelaria ou os cuidados domiciliários.

António Brandão Moniz

Os partidos políticos deveriam ter a capacidade e a vontade de intervir neste tipo de decisão, trazendo para o debate parlamentar os temas relacionados com tecnologias emergentes. Para isso, há que ter uma posição própria sobre os riscos e as vantagens que essas tecnologias podem trazer.

Joana Mortágua

O 25 de novembro não é a reposição da normalidade democrática nem do suposto verdadeiro espírito do 25 de abril. Não tem essa importância histórica. O processo revolucionário deixou marcas profundas na democracia portuguesa, desde logo e mais evidentemente na Constituição.

Paula Sequeiros

Perseguir livros, lançar ameaças às autoras para que parem de publicar, tentar contaminar com medo as festas de livros que se vêm realizando nos dias de mais estio e calor, são as marcas do assalto ao prazer da leitura em diversidade e em liberdade.

Vicente Ferreira

O que a inflação dos últimos três anos nos mostra é que todas as decisões que os bancos centrais tomam são discutíveis. A política monetária é política. Mas quando os bancos centrais são independentes do poder político, o debate democrático é afastado. A quem serve essa independência?

Dina Letra

O PSD-M anda a convocar as forças terrenas e celestes - aparentemente, neste jardim plantado no Atlântico, até Deus está cansado da democracia (só pode ser ironia divina!) - para chantagear os partidos da oposição e atemorizar o povo. A questão que se coloca agora é se a República, enganada pela personificação da Autonomia, irá voltar a escorregar na casca de banana?

Manuel Afonso

Um campo popular à esquerda só se pode afirmar sobre um programa claro em defesa da habitação e dos serviços públicos, do aumento de salários, da paz e do combate ao racismo e à xenofobia. Em oposição à extrema-direita e ao governo.

É preciso relembrar a quem, em Portugal, vê a saúde como uma oportunidade de expandir o mercado e impor a sua visão ideológica baseada na competição que foi sempre a cooperação que melhorou a nossa saúde. A verdadeira urgência está em melhorar a integração de cuidados.

José Soeiro

Enquanto tantos fascistas se acotovelam para ocupar as suas cadeiras no novo Parlamento e os grupos do centrão europeu se agitam na negociação dos lugares para o continuísmo, é de pequeninas luzes bruxuleantes que pode porventura nascer outra Europa.