A Galp alicia os trabalhadores dizendo-lhes que, sobre parte do seu salário, pagarão menos impostos e menos contribuições para a Segurança Social. A novilíngua empresarial é de uma criatividade sem limites, assim como a falta de ética.
Dois anos e meio de “geringonça” e na reta de lançamento para o ciclo eleitoral de 2019, os equilíbrios constituídos dão mostras de alguma erosão e deixam margem para uma certa imprevisibilidade.
O projeto político iniciado no 25 de Abril de 1974, alicerçado em políticas de igualdade, liberdade e fraternidade, deve continuar a ser a matriz sobre a qual tecemos a nossa vida coletiva.
“Nunca tive problemas com os minutos. Mas, agora, é de mais, não consigo...” Estas palavras ouvia-as, há poucos anos, a uma trabalhadora de uma fábrica de componentes electrónicos.
Lembrar o 25 de Abril e o processo revolucionário, é recordar a atualidade das suas aspirações: a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. Tudo dimensões da liberdade, de que tanta gente continua privada.
O Governo da República do Partido Socialista, no que diz respeito às suas responsabilidades para com os Açores, tem ficado muito aquém do que poderia fazer crer o seu discurso.
Será que o Presidente do Governo Regional dos Açores preferiu não ficar associado a uma cerimónia que endeusa a quantia de 150 euros, como salário mensal garantido?
Foi preciso esperar 17 anos, mas agora é a sério. Portugal vai ter finalmente aquilo que o afamado “modelo português”, elogiado por todo o mundo, já previa desde o início: salas de consumo assistido para utilizadores de drogas.
A Lei de Bases da Saúde data de 1990. É um dos legados de Cavaco Silva que ainda assombra o nosso presente e que faz parte do maior ataque ao sonho de António Arnaut para um Serviço Nacional de Saúde (SNS) geral, universal e gratuito.
É necessária interpretação criativa para entender a posição do governo português e do Presidente da República face aos bombardeamentos na Síria. Dizem “compreender” o ataque porque é preciso “construir a paz”.