Esta é uma enorme lição de responsabilidade que estes jovens estão a dar perante a irresponsabilidade de uma elite mundial que lhes falha, agarrada à ideia de que o planeta é apenas seu.
A manifestação de jovens na Avenida da Liberdade contra a violência racista, a greve feminista e a greve estudantil pelo clima mostram essa nova vitalidade do movimento social, a sua criatividade propositiva e a sua determinação transformadora.
Náusea e vergonha é o que sinto pela proposta do PP espanhol, na sua lei da maternidade, que lançou a suspeita de que os trâmites de expulsão das mulheres grávidas imigrantes sem papéis fossem adiados se elas dessem os seus filhos para adopção.
Obrigado por estarem a fazer a vossa parte. A alertar para a necessidade de respondermos à crise climática. A expandir o conceito de greve, reforçando e reinventando este repertório de luta.
Em 2015, António Costa indignava-se com esta engenharia e alertava os contribuintes para os riscos que corremos. Agora, as vozes do PS indignam-se por alguém achar que os riscos se tornaram certezas caras.
Um dos problemas, para o qual todos os governos se têm recusado a olhar, é o envelhecimento da carreira docente. O maior problema é que, dentro de poucos anos, vamos ficar sem professores.
Damos, enquanto civilização, um novo passo em frente com a greve climática estudantil, mas não nos podemos acomodar, por mais retumbante que seja o seu sucesso.
O caso do juiz Neto de Moura tem dominado as atenções da opinião pública publicada. E assim não poderia deixar de ser, dados os contornos das suas decisões e os seus efeitos.