O facto de o marido ser ministro impede a mulher de ser chefe de gabinete de um secretário de Estado noutra área (ou vice versa), a resposta sensata é não.
Enquanto PS e PSD trocavam acusações tonitruantes sobre o parentesco dos membros dos gabinetes, preparavam um entendimento que surpreendeu os que acreditaram que as juras de amor à transparência eram, desta vez, para levar a sério.
Quando no ano passado o Governo Regional anunciou a reforma do setor público empresarial regional (SPER), o Bloco de Esquerda alertou para a necessidade de se proteger os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores das empresas públicas.
A proposta inicial da Comissão Europeia não continha o artigo 13. Se ele chegou à versão final foi pela força do lobby da indústria. Não só os criadores não saem protegidos, como se cria uma internet cheia de exclusões.
Depois de meses de trabalho parlamentar sobre um pacote legislativo de combate à corrupção, PS e PSD acertaram à última hora as escapatórias que garantam a intocabilidade de alguns interesses poderosos.
Na proposta que o Governo fará do Programa de Estabilidade perceberemos para que lado António Costa pendeu: se para o eleitoralismo de apresentar uma meta de défice zero ou para a sensatez de colocar esse dinheiro onde ele faz mesmo falta.
Se é verdade que com o capitalismo surgiram novas formas de liberdade e democracia, sobretudo política, parece que o sistema impede novas realizações para elas.
A este ritmo e, como lembra Steve Bannon em entrevista curiosa ao El Pais, como só estamos a sessenta dias das eleições europeias, teremos um frenesim de ensaios.
A expressão e gravidade da violência doméstica em Portugal exigem que falemos dela muitas vezes. Que falemos dela com a urgência de quem sabe que tudo o que foi feito até agora não basta, e que nada pode ficar por fazer.