Lá como cá ninguém se diz racista. Mas há um racismo instalado que se exprime numa inferiorização de facto em função da cor da pele nos traços mais correntes da vida social.
As aplicações de rastreio têm sido apresentadas por vários governos como uma espécie de magia: com a sua introdução consolida-se a percepção de que se está a fazer alguma coisa, mesmo que não seja o caso.
Mais um responsável de um país que ameaça virar o exército contra o seu povo, procurando silenciar reivindicações justas por igualdade, liberdade, justiça e democracia.
Como se podia ler num cartaz ostentado por um adolescente americano, "Queridos brancos, parem de usar o Dr. King como um exemplo de protesto pacífico. Vocês também o mataram".
Desta vez a União Europeia não pode seguir a sua própria doutrina nem aplicar as receitas que criou. As regras europeias - da proibição aos estados de investir em empresas nacionais aos múltiplos constrangimentos orçamentais - afundariam a Europa e por isso foram suspensas.
Será que esta pandemia está a dar velocidade à transição digital, nomeadamente com o teletrabalho? Ou será que, apesar do confinamento durante cerca de 3 meses, o recurso ao teletrabalho foi feito sem grande regulamentação, cuidado ou negociação?
Só no Bairro da Jamaica a atuação das autoridades de saúde foi acompanhada por dezenas de agentes das Equipas de Intervenção Rápida da PSP e da Unidade Especial de Polícia.
Na minha primeira intervenção no conselho nacional da CGTP optei por falar em dois dos temas que mais se falaram em tempo de Covid-19: precariedade e teletrabalho.
Nem a preocupação de tornar o distante perto nem a aproximação dos portugueses e portuguesas que se encontram em diáspora, parece ser uma preocupação do Instituto Camões e até do Ministério da Educação que tutela as escolas portuguesas espalhadas pelo mundo.
A ideia de “regresso à normalidade” é a expressão máxima de alienação na sociedade. A “normalidade” é um comboio desembestado em direcção a um precipício.
A resposta à crise provocada pela pandemia deve responder aos problemas sociais e ambientais e não repetir os erros que nos trouxeram até aqui. É o momento de mudar, mas mudar mesmo.