O rumo estratégico de mudança passa pelo combate contra todas as desigualdades e a luta contra a pobreza, por uma educação que promova a igualdade e por serviços públicos e estratégicos que respondam às necessidades das pessoas.
Em junho assinala-se o Mês do Orgulho, no qual celebramos os feitos da luta da comunidade LGBTQ+, recordamos quem já cá não está e no qual marchamos pelo que ainda há por fazer. Mas porque ainda marchamos?
Notícias que saíram na Comunicação Social levam-me a escrever um apontamento sobre um assunto que os mais interessados e envolvidos na vida sindical e no sindicalismo de classe que se defende na CGTP, desejariam que não fosse notícia.
Está aberta a porta à legalização da canábis para uso pessoal no processo que agora se iniciou no parlamento. Sejamos capazes de dar mais este passo de progresso.
Nos Açores, o atual Governo Regional sobrevive numa coligação que prefere insuflar egos do que apresentar medidas que propiciem uma região mais solidária, mais igual, sem estigmas, sem preconceitos. Uma região para todas e todos.
Na TAP, é preciso que a visão dos trabalhadores prevaleça no processo de decisão estratégica da empresa, afastando “o algoritmo dos despedimentos” e do corte de direitos, enveredando-se por uma rota que crie inovação, valor e emprego.
É mais do que provável que o regime de Putin não precisasse da ajuda da Câmara Municipal de Lisboa (CML) para saber os dados pessoais dos três dissidentes que quiseram organizar uma manifestação contra a detenção de Alexei Navalny, opositor ao regime russo.
Em agosto de 2019, um parecer da TERAMB, que gere a incineradora da Terceira, considerava que a incineradora projetada para a ilha de São Miguel estava sobredimensionada. Meses mais tarde, a TERAMB aponta o contrário. Afinal o que mudou desde então?
Ao selecionarem doentes ou afastarem aqueles cujo tratamento é mais caro, as empresas privadas melhoram os lucros. Só que não respeitam a igualdade de tratamento no SNS.
Se a desonestidade de Schäuble é importante de notar e desmontar, pois será disciplinadamente papagueada pelos austeritários nacionais, a sua preocupação com as desigualdades só pode ser entendida como uma piada de mau gosto.
A melhor forma de evocar o meu pai e de lidar com os meus estilhaços, é combater uma das mais flagrantes heranças coloniais: o racismo estrutural. E é desconstruir a narrativa da extrema-direita em todos os espaços da nossa vida. Esta é a urgência a que eu devo, a que devemos saber responder.
Encarcerar os imigrantes cuja irregularidade é detetada na fronteira é uma cedência irresponsável a essa fantasia perversa de quem inventa invasões e violações em massa para surfar o alarme que cria.