Com concentrações em Lisboa, Porto, Faro e Vila Real, os manifestantes queixaram-se da “falta de apoios e medidas” para o setor e a defenderam a necessidade de inverter a “precariedade que dura há anos”.
Em carta aberta, mais de uma centena de escritores, vários de língua portuguesa, insistem em dizer que, para além de escrever, também erguem “os punhos em solidariedade com todas as pessoas que recusam o seu silenciamento”.
O pontapé de saída foi dado pelo setor da música, mas rapidamente se estendeu a outras áreas. Vários artistas e entidades culturais publicaram esta terça-feira nas suas redes sociais uma imagem a negro com as hashtags #theshowmustbepaused e #blackouttuesday.
Kramer ficou para a história do ativismo na área do VIH e SIDA pelo seu trabalho e fundação da Act Up, tendo servido de exemplo e mote para os movimentos políticos pelos direitos das pessoas com doença. Era também um reputado dramaturgo.
Os efeitos da pandemia no setor foram “catastróficos” e o governo não os ouve. Por isso, o CENA-STE convocou um protesto para dia 4 de junho. Os trabalhadores denunciam ainda que há muitas salas de espetáculo sem condições para reabrir.
Com o objetivo de ser "um espaço de ensaio", a revista digital Torpor procura captar o efeito que a crise pandémica e o confinamento tiveram "tanto nas artes como na vida".
Durante o debate “A crise e o cinema”, João Salaviza, Cíntia Gil e Miguel Moraes Cabral destacaram que a “crise pandémica veio exacerbar os problemas que já existiam” e reclamaram medidas de urgência e uma política cultural estruturada e pensada a longo prazo.
Resultados preliminares de estudo do Observatório de Políticas de Comunicação e Cultura da Universidade do Minho indicam que metade dos profissionais da cultura sofreram perdas de receitas superiores a 75%.
As vigílias de quinta-feira juntaram milhares de profissionais da cultura em muitas cidades portuguesas. Veja aqui algumas das imagens publicadas nas redes sociais.
Depois de um manifesto e um protesto digital com milhares de imagens nas redes sociais, os profissionais envolvidos no setor da cultura saíram à rua esta quinta-feira. As pequenas vigílias marcarão o dia inteiro em 16 cidades portuguesas.
A propósito do Dia Internacional dos Museus, algumas reflexões. Os museus como os conhecemos estarão ultrapassados? De facto, não basta parecer, é preciso ser uma instituição patrimonial, com conhecimento cada mais profundo sobre as colecções e o público. Por Maria Luísa Cabral
Fernando Rosas esclarece que se trata de classificar o espólio como património arquivístico protegido para impedir que seja vítima da situação financeira da empresa. Os ex-presidentes Jorge Sampaio e Ramalho Eanes e os jornalistas Adelino Gomes, José Carlos Vasconcelos e Diana Andringa também subscrevem.
A pandemia, a violência eugénica contra os mais desfavorecidos, a necessidade de solidariedade global e o novo livro da autora, A Força da Não-Violência, são os temas desta conversa com Francis Wade.