Ambiente

Com 45% do território da União Europeia em aviso de seca e 15% sob alerta, o The Guardian traça um retrato daquilo que poderá ser “o novo normal”. O jornal retrata ainda este flagelo através de fotos impressionantes, em que Portugal também merece destaque.

Um estudo de investigadores da Universidade de Aveiro mostra que fenómenos como marés vivas, tempestades e o aumento do nível médio do mar irão afetar as zonas das rias de Aveiro e Formosa e os estuários do Tejo, Sado e Mondego. Mais de 35 mil pessoas poderão ser afetadas.

A associação ambientalista apela à participação cidadã no processo de consulta pública, avisa que a expansão ilegal do Aeroporto Humberto Delgado prejudicará milhares de pessoas e denuncia que o processo é pouco fundamentado e está feito para diminuir a participação dos cidadãos.

Quercus e Acréscimo denunciam a “evidente ilegalidade” da situação e a “falta de visão estratégica” que “compromete o futuro do território” por se estarem a plantar massivamente eucaliptos. Em Pedrógão Grande foram replantados depois do incêndio cerca de 130 hectares, 90 dos quais com eucaliptos.

Zonas de emissões reduzidas proliferam nas cidades europeias e são eficazes na redução da poluição e das emissões de dióxido de carbono, revela um estudo divulgado pela Zero. Cidades portuguesas estão a ficar para trás.

Com a nossa inação climática, aceitámos que o clima mude, também devemos aceitar que a vegetação o faça. É ilusório querer conservar a vegetação do século XX com o clima do século XXI. Por Juli G. Pausas.

A associação ambientalista apresenta medidas fundamentais e recomenda que se apliquem independentemente da conjuntura. Propõe, nomeadamente, promoção dos transportes públicos e redução da iluminação pública; e estruturalmente, reabilitação de edifícios e melhoria do conforto térmico.

O secretário-geral da ONU diz que “é imoral que as empresas de petróleo e gás atinjam lucros incríveis através dos mais pobres com custos massivos para o clima”, critica a sua “ganância grotesca”.

O proTejo denuncia que esta poluição com extrema toxicidade tem origem em Espanha e defende a necessidade de ser feita queixa à Comissão Europeia, devido ao abuso da Iberdrola na “gestão das barragens para a produção hidroelétrica com critérios meramente economicistas de maximização do lucro”.

Escreveu artigos encomendados por agências de comunicação e publicados em páginas obscuras mas também em jornais sérios. Alguns assinados como se fosse especialista de diferentes áreas. Um dos principais clientes era a EDF, a companhia elétrica francesa. Por Simon Gouin.

Estas ondas de calor “são, a cada ano, mais frequentes e agressivas” e constituem “uma ameaça sem precedentes para a saúde e funcionamento dos ecossistemas”, segundo uma investigação em larga escala que envolveu cientistas de onze países.

Carta aberta apela à mobilização para a iniciativa, que decorrerá entre setembro e dezembro. Jovens “de Lisboa à Califórnia, do Peru à Alemanha e de Madrid à Costa do Marfim” são convocados a unirem-se “e organizarem uma geração revolucionária internacional que possa mudar o sistema”.

Este valor representa um aumento de 153% face a igual período do ano passado. É justificado pela petrolífera pelas “condições de mercado favoráveis”.

A organização ambientalista considera que os novos investimentos “estão desalinhados dos objetivos climáticos e da eficiência energética” e que os investimentos na expansão da rede de gás devem ser travados.

É necessário que as medidas para contrariar os efeitos adversos das alterações climáticas se ajustem à situação socioeconómica do território. Por Davide Consoli.