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Galp lucrou 420 milhões só no primeiro semestre

Este valor representa um aumento de 153% face a igual período do ano passado. É justificado pela petrolífera pelas “condições de mercado favoráveis”.
Galp. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.
Galp. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.

A Galp comunicou esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que, no primeiro semestre deste ano, teve um aumento de lucros de 153% relativamente aos seis meses iniciais de 2021. Isto corresponde a 420 milhões de euros quando no ano passado tinha sido 166 milhões.

Outro número de referência é o EBITDA, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, que aumentou 97%, saldando-se nos 2.114 milhões. Analisando o desempenho da empresa descobre-se que, no segundo trimestre, o EBITDA chegou aos 1.244 milhões, o que mais do que duplicou o que tinha acontecido no mesmo período de 2021 no qual tinha sido 571 milhões. A mesma tendência aconteceu no valor dos lucros: no primeiro trimestre foram de 155 milhões de euros, no segundo subiram para 265.

A justificação dada pela petrolífera para estas subidas são as “condições favoráveis de mercado, nomeadamente nas atividades de upstream [extração], refinação e renováveis”. Os preços do petróleo nos mercados subiram e a guerra na Ucrânia foi um dos fatores que ajudaram a Galp a aumentar lucros. Para além da invasão russa ter feito os preços do petróleo escalarem, as sanções ocidentais fizeram encerrar refinarias na Rússia, aumentando as margens de lucro na refinação. Em 2021 estas era de 2,4 por barril e em 2022 foram de 22,3 por barril.

Dividindo por áreas de negócio conclui-se que as energias renováveis tiveram um volume de negócio negativo de cinco milhões, que a área industrial lucrou 285 milhões e que a parte comercial, ou seja a venda de produtos refinados, aumentou 8% para 153 milhões de euros. A área de mais sucesso foi o upstream, com um volume de vendas de 1.680 milhões de euros no primeiro semestre, um aumento de 86%.

Estes lucros estão a ser empregues na recompra das suas ações. A empresa já gastou 40 milhões de euros neste plano e pretende aumentar o valor até 150 milhões. Em setembro, a petrolífera distribuirá dividendos esperando pagar aos acionistas 26 por ação. Já sobre os dividendos de 2022 está previsto que o pagamento seja de 52 cêntimos por ação.

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