Com a desculpa de construir uma nova economia baseada no hidrogénio e nos “gases renováveis”, vemos o Governo a apoiar a expansão da indústria fóssil e a arriscar todo o seu capital político na construção de mais gasodutos. Por Luís Fazendeiro.
Pelo menos 50 milhões de aves de criação foram já abatidas e mais de 50.000 aves selvagens morreram devido ao H5N1, apesar da contabilidade destas estar ainda amplamente por fazer. E o surto vai continuar avisam os especialistas.
Uma associação ambientalista francesa analisou os pinheiros vendidos para servirem de árvores de Natal. Concluiu que 85% estava contaminados com pesticidas, muitos deles cancerígenos.
Com a aprovação do pedido de nova avaliação de impacto da proposta da Comissão para reduzir o uso de pesticidas, os governos podem ter dado a machadada final neste plano.
Os Estados Unidos ficaram de fora. Alguns governos africanos falaram num “golpe de Estado” na imposição de acordo sem as suas objeções terem sido aceites. Os ambientalistas dizem que é insuficiente e que se arrisca a ser letra morta. Apesar disso, o acordo de Montreal está a ser apresentado como “histórico”.
Os quatro ativistas que resistiram pacificamente à desocupação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa pela polícia, ali chamada pelo diretor, prometem que a luta vai continuar.
Ambientalistas querem avaliação do impacte transfronteiriço do projeto de uma central da Iberdrola na barragem de Alcãntara, em Cáceres, que fará bombagem de água para montante, restringindo o caudal que chega a Portugal.
Vereadora Beatriz Gomes Dias diz que o plano de drenagem previsto não é suficiente para mitigar os efeitos das cheias e quer medidas para aumentar a permeabilidade da cidade.
A mineração ilegal de ouro cresceu nas terras dos indígenas Yanomami, colocando a sua saúde e vida em risco e também o ambiente. A Greenpeace denuncia o impacto “devastador” do garimpo que contamina com mercúrio as águas, mata animais e destrói a floresta.
Campanha Gás é Andar para Trás repudia a “expansão da infraestrutura fóssil em plena crise climática” e acusa governo português de “pintar de verde um projeto poluente e criminoso”.
A precipitação forte da noite de quarta e madrugada de quinta-feira atingiu 63% dos valores previstos para todo o mês de dezembro. Dezenas de pessoas foram resgatadas e uma pessoa morreu em Algés. Alerta mantém-se para noite de quinta-feira.
O governo português é um dos que tenta adiar ou mesmo anular a proposta da Comissão. Iniciativa cidadã que recolheu mais de um milhão de assinaturas denuncia a manobra comandada pela agroindústria.
Mais uma vez, o ribeiro de Radivau, afluente do Rio Neiva, foi alvo de descargas poluentes efetuadas por indústrias situadas nas suas margens. O Bloco de Esquerda vai questionar novamente o Governo e a Comissão Europeia.
No Dia Mundial do Solo, os ambientalistas da Zero exigem a publicação da legislação ProSolos, que era apresentada na legislatura anterior como “uma prioridade da política ambiental”. E destacam a importância de algumas das suas medidas.
Na véspera da Conferência da ONU para a Biodiversidade, mais de 650 cientistas subscrevem o apelo e afirmam que atribuir a classificação de “neutralidade carbónica” à bioenergia foi um erro com consequências trágicas para as florestas.