Venezuela

Corina Machado ficou como a candidata da Europa para presidir à Venezuela, mas não das diferentes tendências dentro dos Estados Unidos

Ociel Alí López

O que Trump procura executar hoje, com a colaboração entusiástica dos irmãos Delcy e Jorge Rodríguez — nova presidente encarregada da República e presidente da Assembleia Nacional, respetivamente — não é uma libertação: é uma apropriação neocolonial.

Andrés Izarra

Salvo exceções, a esquerda latino-americana não conseguiu encontrar a linguagem nem o quadro teórico que lhe permitisse questionar os desvios do regime bolivariano. O resultado hoje é catastrófico.

Pablo Stefanoni

Se a experiência venezuelana ensina alguma coisa, é que não basta estar certo diante do adversário externo se descuidarmos os alertas internos. A coesão, a leitura precoce das traições e a capacidade de ouvir avisos incómodos não são luxos políticos: são condições de sobrevivência.

Víctor de Currea Lugo

Petição online defende que Portugal deve ter uma voz forte para travar a guerra e defender o Direito Internacional.

Concentração em Lisboa juntou mais de mil pessoas ao final da tarde contra a agressão dos EUA à Venezuela. Ministro Paulo Rangel insiste que “há aspetos benignos que saem desta intervenção”.

Trump pode estar a dizer às grandes petrolíferas globais que agora é ele quem comanda a Venezuela e que elas podem investir e ganhar “montes de dinheiro”, mas as petrolíferas podem não estar tão seguras disso.

Michael Roberts 

Hoje devemos manifestar-nos em solidariedade com o povo da Venezuela — a mesma solidariedade que os venezuelanos demonstraram para com a Ucrânia na sua resistência à agressão russa.

Manen

O ataque à Venezuela marca uma nova fase do poder dos EUA na América Latina — uma fase definida pela coerção, intimidação e intervenção sem limites.

Branko Marcetic

Donald Trump tirou o tapete a Corina Machado e diz que vai escolher novos governantes para a Venezuela. Da América Latina à Ásia, foram muitos os países a condenar o ataque deste sábado e o sequestro de Nicolás Maduro. Líderes europeus ficaram-se pela “prudência”.
 

Após uma madrugada de ataques e explosões em várias cidades, Donald Trump anunciou que o presidente da Venezuela foi capturado e levado para fora do país. Bloco de Esquerda diz que o que está em causa “é aceitar ou não a prática de invasões para mudar governos”.

Em reação ao ataque de Trump à Venezuela, Catarina Martins defende que o papel de uma Presidente da República é fazer uma condenação inequívoca da violação do direito internacional e fazer tudo para proteger a comunidade portuguesa naquele país.

O fundador da Wikileaks alegou que a decisão de entregar o Nobel da Paz viola o testamento de Alfred Nobel de 1895, devido ao apoio de Maria Corina Machado à escalada de agressão de Donald Trump contra a Venezuela.

José Manuel Pureza condenou a “escalada de tensões criada de maneira totalmente artificial” por Trump contra a Venezuela.

Líder da Ação Democrática e o Partido Comunista Venezuelano responderam às ameaças do Presidente dos EUA e ao bloqueio dos petroleiros com o compromisso de defesa da soberania do país.

Trump ordenou o bloqueio aos petroleiros que entram e saem da Venezuela “até que devolvam aos Estados Unidos todo o petróleo, terras e outros ativos que nos roubaram”. Nas contas de Caracas, o país tem 22 mil milhões de dólares em ativos bloqueados pelas sanções dos EUA.

Álvaro Verzi Rangel

Nesta entrevista conduzida por Amy Goodman, o procurador Reed Brody lembrou que o ex-presidente filipino Rodrigo Duterte está a ser julgado no TPI por crimes em tudo idênticos aos de Trump e Hegseth em águas internacionais ao largo da Venezuela.

Trump espera que Maduro fique tão desconcertado com o destacamento militar que perceba o inevitável e decida autoexilar-se para um país amigo, mas não há indícios de que ele esteja disposto a seguir essa opção.

Álvaro Verzi Rangel

Os assaltos extrajudiciais dos EUA a barcos nas costas da Venezuela mataram já 27 pessoas. O presidente dos EUA diz que pondera expandi-los para atacar também em terra. A CIA passa também a ter carta branca para realizar operações clandestinas de tudo o tipo.

Em entrevista ao Democracy Now!, o historiador e vencedor do Prémio Pulitzer Greg Grandin defende que a atribuição deste ano do Nobel da Paz abre terreno à escalada militar e vem fortalecer Nicolás Maduro, ao confirmar “a sua narrativa de que a oposição está aliada ao governo Trump”.