Em declarações aos jornalistas esta quinta-feira em Coimbra, o coordenador do Bloco de Esquerda afirmou que o partido se associa à convocatória do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “para que haja bom senso, para que haja o cumprimento do direito internacional, para que as políticas expansionistas a que Donald Trump dá expressão cessem e para que haja uma solução política no âmbito da Organização das Nações Unidas, cumprindo a sua carta”.
“Independentemente do que pensemos sobre o desempenho das autoridades venezuelanas, aquilo que hoje está em causa é, essencialmente, uma escalada de tensões criada de maneira totalmente artificial, é óbvio, pela administração Trump”, prosseguiu José Manuel Pureza.
Numa altura em que o mundo já vive situações de conflito “graves e preocupantes”, são urgentes “soluções pacíficas e não soluções militaristas e soluções de guerra, que são aquelas que se anunciam neste momento também para a Venezuela” e que à semelhança do passado no Iraque e Afeganistão “tiveram sempre um propósito de disfarce de debates internos, de ocultação de debates internos e de grande apetite por recursos naturais”.
“A Venezuela é evidentemente um país que é rico não apenas em petróleo, mas em muitos recursos naturais de interesse estratégico. Por isso, mais inqualificável é uma aventura de natureza militarista, uma aventura de guerra, uma aventura de expansão, de mudança de regime operada artificialmente por uma administração que volta a olhar para o continente americano como o seu quintal: isso não é aceitável no nosso mundo”, concluiu Pureza.