Ucrânia

A crise na Ucrânia coloca o mundo à beira de um desastre, suspenso entre a renovada beligerância russa e a continuada arrogância norte-americana defende Gilbert Achcar neste artigo lido por Carlos Carujo.

EUA e Rússia pintam como sendo dos/as ucranianos/as aquilo que não é senão a sua própria vontade. O estatuto de neutralidade correspondia ao equilíbrio de vontades entre as diferentes sensibilidades das gentes da Ucrânia. Esse pode ser um apoio essencial de uma solução política inclusiva.

José Manuel Pureza

Como sempre, há muito em jogo, nesta guerra económica e de influências a nível mundial. A Ucrânia é o pretexto e o seu povo é a última preocupação.

Mariana Mortágua

As declarações finais do encontro entre Joe Biden e Olaf Scholz na Casa Branca valem mais do que muitos comunicados de cimeiras para entreter a diplomacia funcionária e funcional.

Luís Fazenda

Em entrevista ao L’Humanité, o realizador jugoslavo critica a cooptação do cinema pela máquina de guerra ocidental e afirma que a expansão da NATO e da UE estão por detrás do desmembramento da Ucrânia, à semelhança do que se passou na Jugoslávia.

A agricultura foi o objetivo principal dos investimentos estrangeiros na Ucrânia e é considerada pelo FMI e pelo Banco Mundial como o setor prioritário do programa de reformas. Por Frederic Mousseau.

Parece-me que, com frequência, pomos o foco sobre os fatores externos do conflito: o que dizem e que interesses têm Putin, Obama ou Merkel. É certo que é um assunto essencial neste conflito, mas acho que nos esquecemos do mais importante: o que dizem e querem os habitantes de Donbass. Artigo de Alberto Sicilia, de Donetsk e Slavyansk.

Alberto Sicilia, autor do blog Principia Marsupia, publicado no Público.es, voltou a Donetsk, onde esteve no início do conflito, e relata o que viu agora. Encontrou uma cidade irreconhecível onde o cessar-fogo nunca foi respeitado. Por Alberto Sicília, de Donetsk

O frágil cessar-fogo de setembro de 2014 foi enterrado este mês de janeiro. Serão as ofensivas no Donbass o prelúdio de uma guerra total ou da renegociação de um acordo bastardo? Por Catherine Samary

Catherine Samary

O conflito armado que mantém o leste da Ucrânia à beira de uma catástrofe humanitária, segundo organizações internacionais, inclusive limita ainda mais o acesso aos serviços de saúde pública pelas pessoas viciadas em drogas, a população cigana e os que vivem com HIV/sida. Por Pavol Stracancsky, da IPS

Os únicos atores que realmente interessam na questão ucraniana são a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da Rússia Vladimir Putin.

Immanuel Wallerstein

Contrariamente aos argumentos dos que apoiam a Rússia contra o “campo imperialista”, a política de Moscovo não faz mais que reforçar o pedido da Ucrânia de adesão à NATO. Por Catherine Samary.

Catherine Samary

Governo de Kiev e independentistas assinam acordo que inclui controlo internacional e troca de prisioneiros. Presidência russa saúda a decisão e sublinha que Moscovo espera que todas as disposições sejam cuidadosamente observados e que a negociação prossiga até à solução total da crise.

Depois de ver derrotadas duas propostas de lei no Parlamento, Arseni Yatseniuk apresenta a demissão, causada pelo abandono dos partidos UDAR e Svoboda da coligação governamental. “Não há dinheiro para comprar uma espingarda, para pôr combustível num blindado", lamentou-se o primeiro-ministro.

Troca de acusações entre o governo ucraniano e os independentistas do Donetsk sobre quem foi responsável pelo derrube do avião que levava 298 pessoas a bordo. Crise leva a reuniões da ONU e da OSCE.

O presidente recém-eleito da Ucrânia é um oligarca capaz de mudar de camisa a tempo e de utilizar os seus instrumentos políticos e mediáticos para incrementar o seu poder. Artigo de Jan Malewski.

Svoboda e Setor de Direita tiveram, juntos, menos de 2% nas eleições presidenciais de domingo passado, ganhas pelo milionário Petro Poroshenko, o “Rei do Chocolate”.

Caças do governo de Kiev bombardeiam posições de independentistas que tomaram o aeroporto internacional de Donetsk, e há também combates em torno da estação de comboios. Petro Poroshenko, novo presidente ucraniano eleito com 54% dos votos, promete lutar por uma Ucrânia unificada.

É preciso apelar aos trabalhadores do oeste e do leste da Ucrânia a que se unam na luta contra as oligarquias, protestar contra as exigências do FMI e incluir a Ucrânia em todas as lutas europeias contra a austeridade, diz Denis Pilas, da esquerda ucraniana. Por Ben Neal.

Esta semana, o vice-primeiro-ministro russo Dmitry Rogozin, um dos 11 dirigentes russos atingidos pelas sanções norte-americanas, anunciou que a Rússia rejeita o pedido dos EUA para manter a Estação Espacial em operação até 2024. 

Rui Curado Silva