O aeroporto e a estação de comboios de Donetsk, no leste da Ucrânia, estão transformadas em cenário de guerra, pouco mais de 24 horas após a vitória do milionário Petro Poroshenko nas eleições presidenciais ucranianas. Caças e helicópteros do governo de Kiev dispararam sobre as milícias de autodefesa que defendem a independência da região. Estas forças ocuparam na madrugada desta segunda-feira o aeroporto internacional, e agora as tropas ucranianas tentam desalojá-las.
Segundo o colaborador do Público.es Alberto Sicília, que se encontra próximo do aeroporto, vários caças Sukoi e MiG sobrevoaram o aeroporto e bombardearam as posições daqueles a quem o governo de Kiev chama de “terroristas”. Um comunicado da autoproclamada República Popular de Donetsk afirma que “os ocupantes ucranianos bombardeiam o aeroporto internacional de Donetsk. Há caças-bombardeiros. Sobre o céu de Donetsk há aviões e helicópteros.”
Ao mesmo tempo, tropas dos dois lados combatiam pelo controlo da estação de comboios de Donetsk, onde teriam já morrido pelo menos duas pessoas.
O milionário Petro Poroshenko venceu as eleições com 54% dos votos, evitando um segundo turno eleitoral. Em segundo lugar ficou a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, com cerca de 13% dos votos.
Um porta-voz do governo ucraniano afirmou que foi dado um ultimato para que as instalações sejam desocupadas; caso contrário, serão tomadas “medidas de força para libertar o aeroporto”.
Primeiro teste de Poroshenko
O novo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, anunciou que o seu primeiro objetivo é pôr fim à guerra que se instala no oriente do país. O milionário venceu as eleições com 54% dos votos, evitando assim ter de se apresentar a um segundo turno eleitoral. Em segundo lugar ficou a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, com cerca de 13% dos votos.
Poroshenko afirmou que a eleição presidencial foi de âmbito realmente nacional, tendo votado todo o país. Prometeu uma amnistia às forças pró-independência que entregarem as armas, mas prometeu uma luta sem quartel aos responsáveis pela morte de pessoas na região.
Poroshenko comprometeu-se na campanha eleitoral a lutar por uma Ucrânia unificada, o que inclui a devolução da Crimeia, e uma opção europeia, com o reforço das ligações com a União Europeia.