Ucrânia

Governo interino da Ucrânia, União Europeia e Estados Unidos da América criticam duramente o referendo e já afirmaram não lhe reconhecer qualquer legitimidade. Grupos pró-russos de Lugansk e Donetsk anunciam que a participação eleitoral foi superior a 70%. (notícia atualizada às 23:46)

Nas chamas que irromperam na Casa dos Sindicatos não foi difícil distinguir as profundidades do barbarismo no qual a Ucrânia pode facilmente cair, cuja extensão não parece ser perfeitamente compreendida por um único dos canalhas que coreografaram os confrontos do dia 2 de maio. Por Ilya Budraitskis, publicado no site da Oposição de Esquerda da Rússia.  

O Sindicato Autónomo dos Trabalhadores de Kiev publicou no último dia 5 de maio uma declaração a condenar o massacre ocorrido em Odessa e a exprimir o mais profundo luto pelas vítimas deste ataque. “Eles foram vítimas das forças que continuamente tentam instigar a guerra civil na Ucrânia”.

Neste artigo, o Esquerda.net reproduz uma “carta urgente” do jornalista ucraniano Oleg Yasinsky, endereçada ao seu país. Radicado há 20 anos no Chile, Yasinsky assinala que vê a Ucrânia “agarrada por grandes predadores imperialistas na sua eterna luta pelo controlo geopolítico”.

Os deputados do Partido Comunista da Ucrânia foram impedidos de participar na sessão parlamentar e na votação, depois de terem considerado que a operação "anti-terror" de Kiev é um "assassinato em massa".

A crise atual na Ucrânia é séria e ameaçadora, de tal forma que alguns comentadores comparam-na com a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. A anexação da Crimeia por Putin assusta os líderes dos EUA, porque desafia a sua dominação global.

O governo de Kiev, apoiado pelos EUA e pela UE, lançou o exército numa ofensiva militar contra o leste do país, predominantemente pró-russo, cujas cidades têm sido controladas pelas chamadas “forças de auto-defesa”. O clima é de guerra civil e nos confrontos já morreram muitas dezenas de pessoas, destacando-se o incêndio na sede dos sindicatos em Odessa (veja vídeos na notícia). A Rússia exige aos EUA e à UE que detenha a ofensiva militar. Obama e Merkel fazem frente comum contra a Rússia.

O que torna a Ucrânia tão perigosa é que todas as partes exageram o seu apoio, subestimam o dos seus opositores, e depois exageram as suas ações. Uma catástrofe na forma de guerra civil, de invasão russa e de divisão do país, não é inevitável, mas está ao virar da esquina. Por Patrick Cockburn, Counterpunch

Neste artigo, o Opera Mundi descreve o ambiente que encontrou em Kiev e em Donetsk, frisando que, ao visitar as duas cidades, “a sensação é de estar em dois países diferentes”.

O Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, apresentou esta segunda-feira uma proposta de lei para transformar a Crimeia numa zona de jogo legal, com o alegado objetivo de combater a pobreza na península do Mar Negro.

As eleições presidenciais de 25 de maio não vão estabilizar o país. É preciso que a população de todas as regiões se pronuncie sobre as principais opções e determine os seus direitos sociais e nacionais sobre a base da independência do país. Por Catherine Samary.

Devíamos apoiar as alas progressistas das duas fações, não amarrar-nos a justificações hipócritas de uns ou de outros. Por Volodymyr Ishchenko

Manifestantes pró-russos tomaram edifícios do governo em Donetsk, Kharkov e Lugansk, as principais cidades do leste da Ucrânia. Que pedem os manifestantes? Poderá acontecer algo semelhante ao que ocorreu na Crimeia? O que está a ocorrer é só um conflito entre a Rússia e o Ocidente? Por Alberto Sicília em Donetsk, publicado no blogue Principia Marsupia

A Rússia aumenta os preços do gás; o FMI oferece uma “ajuda” acompanhada de exigências socialmente insustentáveis. A população irá pagar o preço desta rivalidade, a menos que se levante de novo. Por Catherine Samary.

A situação na Ucrânia permanece agitada. Esta segunda-feira manifestantes pró-russos ocuparam os edifícios governamentais em Donetsk para declarar independência. Em Kiev, os neonazis do Setor Direito ocuparam o Supremo Tribunal e querem afastar os juízes ligados ao anterior governo.

A 27 de março de 2014, o FMI deu a conhecer as linhas mestras das condições para os seus empréstimos e outras medidas destinadas à economia ucraniana. Essas condições não significam um resgate da economia ucraniana mas o início de uma depressão económica do mesmo tipo que a da Grécia para o povo ucraniano. Por Jack Rasmus, professor universitário de economia na Califórnia.