Um líder da direita radical ou da ultra-direita não tem problemas de incongruência, de inconsistência ou de incoerência, de dissonância, de mentira, de vergonha (ou falta dela). A esta direita não se aplicam os critérios normais de escrutínio a que estamos habituados.
O processo é pedagógico, dirá o PSD. Mas di-lo apenas por conservadora convicção, a mesma que não há muito tempo atestaria os efeitos positivos das reguadas.
Como é que podemos estar descansados se assistimos estupefactos aos problemas ambientais, subjugados ao lucro? Dizem-se preocupados com o interior, mas o lucro manda mais e estão a matar o Alentejo!
Os partidos de esquerda não dizem outra coisa desde há quatro anos: salve-se o SNS e a democracia respira. O problema é se o gabinete de S. Bento ouve, ou se ouve e quer.
Falar de invisibilidade social diz respeito à existência de sujeitos que se encontram numa situação social vulnerável e marginalizada, seja pela via da indiferença, seja pelo preconceito.
Centeno está a dizer, a todos, no público e no privado, que não há direito a expetativa de salários justos, ou que, se lhes falta o pão, comam brioches.
Há 30 anos, 21 de Abril de 1989, polícias (os "molhados") que se manifestavam na Praça do Comércio pelo direito de associação sindical foram brindados com os cães e canhões de água dos seus colegas do Corpo de Intervenção da PSP (os "secos").
Na próxima semana irá finalmente a votos a Comissão Von der Leyen. Depois de propostas de nomes rejeitadas, depois de várias controvérsias, finalizou-se o processo sem eliminar a ameaça de conflitos de interesses.