A comemoração do Dia do Estudante foi marcada por campanhas de conteúdos em instastories e tweets por parte da comunidade estudantil. Os tempos assim o exigem, mas nem por isso se baixou os braços naquilo que é a exigência dos nossos dias: suspensão do pagamento de propinas.
À medida que os dias passam, torna-se mais claro que as medidas económicas já anunciadas serão insuficientes para lidar com a destruição económica provocada pela Covid-19.
Como médica do SNS, sei onde quero estar e com o que quero contar. E no maior desafio das nossas vidas, é bom contar com um SNS que seja de todos e todas, em tempos de acalmia e de pandemia.
Inesperadamente uma pedrinha na engrenagem. A obrigatoriedade de uma pausa, uma pausa absoluta nas nossas vidas. Uma pausa fisica, temporal e talvez também existencial.
Os apelos para que as pessoas ficassem em casa tiveram resposta positiva. A esmagadora maioria das pessoas está a acatar responsável e solidariamente as orientações da Direção Geral de Saúde.
Quantas vezes ouvi críticas ao alertar para a necessidade de fiscalização apertada aos lares e outras instituições de apoio aos seniores? Perdi-lhes a conta. As críticas nunca me convenceram que estava errada, nunca me demoveram.
Emergência, use mas não abuse. A primeira concretização (porque outras haverá) do histórico, doloroso mas necessário segundo estado de excepção da democracia portuguesa é bem revelador de quanto o Governo dispensava que o presidente da República o tivesse declarado.
Além da luta que travamos contra o vírus, há também uma luta de modelo de sociedade que é travada entre o medo e a solidariedade. Saibamos todos e todas privilegiar a solidariedade, apoiando as medidas que respondem às necessidades de todos e de todas.
Um restaurante fundado por refugiados sírios na Estrada de Moscavide oferece o jantar a profissionais de saúde que combatem o Covid 19. Podia ser notícia. E devia. Mas não é.
Numa situação extraordinária, o Bloco está a tomar as rédeas da resposta social na cidade de Lisboa, não deixamos ninguém para trás e essa é a diferença de ter um vereador na capital em tempos de Covid19.