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Lisboa, uma vereação em tempos de Covid19

Numa situação extraordinária, o Bloco está a tomar as rédeas da resposta social na cidade de Lisboa, não deixamos ninguém para trás e essa é a diferença de ter um vereador na capital em tempos de Covid19.

Em Lisboa a vereação do Bloco de Esquerda tem estado na linha da frente da resposta social à Covid19. É nos pelouros dos Direitos Sociais e da Educação que os esforços de apoio às populações são mais necessários e a vereação do Bloco tem dado o exemplo para todo o país (ver programa de emergência autárquica aqui). Muita da resposta da CML no combate ao Covid-19 parte dos pelouros do Bloco.

Estamos a criar o maior dispositivo de apoio social que a cidade de Lisboa já conheceu (ver entrevista do vereador Manuel Grilo à Sic aqui).

Apesar do encerramento das escolas, as crianças das famílias mais desfavorecidas não deixaram de receber pequeno-almoço, almoço e lanche em formato take away (ver aqui). Sabemos que muitas das crianças da cidade têm na escola a única refeição quente e saudável do dia e também sabemos que dentro de algumas semanas o sistema de abastecimento da cidade estará comprometido, pelo que avançámos desde logo com um sistema de refeições que pudesse garantir que as crianças não ficam para trás (ver aqui).

Estamos, aliás, a basear o sistema de alimentação social da cidade nas escolas e isso é um exemplo de serviço público e de solidariedade. A capacidade instalada nas cozinhas das escolas, que cresceu muito nos últimos anos porque nisso apostámos, vai permitir alimentar não só as crianças, mas também famílias desfavorecidas e os idosos.

O apoio aos seniores é também uma das nossas prioridades. Em Lisboa os mais velhos representam quase um terço da população, muitos vivem em condição de isolamento e são o maior grupo de risco da Covid19. Assim, apoiado-nos do trabalho do Projeto Radar, que no último ano mapeou as situações de isolamento de idosos, para agora podermos contactar pessoa a pessoa a população mais idosa (saber mais sobre Projeto Radar aqui).

Lançámos na sexta-feira uma Rede Solidária para que as pessoas que não sejam população de risco possam ajudar participando numa rede de apoio aos mais velhos, às pessoas em situação de sem abrigo, aos infectados e às pessoas com dificuldades económicas fazendo a distribuição de alimentação e o apoio às tarefas do dia-a-dia, como fazer compras e ir à farmácia (ver aqui). Se quiseres ajudar nesta mobilização solidária increve-te aqui: redesolidaria.pt/

Com as notícias do Covid19 ativámos uma resposta especial para as pessoas em situação de sem abrigo (ver aqui). Abrimos três novos centros de acolhimento temporário e estamos a trabalhar para, no limite, tirar todas as pessoas da rua e pô-las em segurança (ver aqui).

Lançámos uma campanha nas redes sociais para relembrar que, mesmo em contexto de isolamento, não há desculpa para a violência doméstica (ver aqui). Neste momento é necessário, mais do que nunca, não deixar estas mulheres sozinhas e os estudos internacionais indicam que a situação se agrava muito a partir da terceira ou quarta semana de isolamento social.  

Finalmente, estamos a trabalhar com o Ministério da Saúde para abrir dois novos centros de rastreio do vírus para que os hospitais se possam concentrar no tratamento das pessoas que estão doentes. Na EB da Quinta dos Frades teremos capacidade de fazer 300 a 400 testes e no Centro de Rastreio Móvel, em sistema Drive-Through, de forma a limitar o contágio. Nestas unidades de rastreio os testes serão feitos aos cidadãos que tenham prescrição médica das unidades de saúde do SNS. Todos os testes serão gratuitos e as unidades serão abertas no fim desta semana (ver aqui).

Foi graças à luta das associações pelo Direito à Habitação, mas também devido à ação da vereação do Bloco em Lisboa, que se conseguiram parar os despejos no Bairro Bensaúde, nos Olivais (ver aqui). Da mesma forma, só a articulação entre os trabalhadores, o STML e o Bloco permitiu que o Castelo de São Jorge fosse também encerrado, de forma a proteger os trabalhadores e os visitantes (ver aqui).

Nas próximas semanas, com o agravamento previsto da situação, vamos enfrentar um novo problema: a falta de profissionais para poder manter o nível de apoio social que está projetado aumentar. Por isso, desde já, estamos a exigir a contratação de mais recursos humanos para reforço da área social. Não podemos passar sem isso.

Numa situação extraordinária, o Bloco está a tomar as rédeas da resposta social na cidade de Lisboa, não deixamos ninguém para trás e essa é a diferença de ter um vereador na capital em tempos de Covid19 (ver artigo de Manuel Grilo no jornal Público aqui).

Sobre o/a autor(a)

Engenheiro e mestre em políticas públicas. Dirigente do Bloco.
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