Opinião

Francisco Louçã

Temos a carinhosa ‘bazuca’ e a recuperação económica, tivemos a compra conjunta de vacinas e, finalmente, temos alternância em Berlim, mas a UE perde peso na política mundial.

Joana Mortágua

A sociedade portuguesa é herdeira de um passado colonial. E mesmo desmontado o império, construímos a democracia sem espreitar os monstros que se esconderam debaixo da cama e continuaram a cantar baixinho o seu fado tropical…

A estratégia de fuga, assim como as contas e empresas de fachada que quase deram a João Rendeiro a impunidade, não se fizeram sozinhas. Foram necessários consultores e advogados, que desenharam os esquemas offshore.

Jorge Costa

São herdeiros de Pinho os governantes que não corrigem as regras de favor à EDP. E também, desgraçadamente, quem continua a pagar na fatura as decisões da última maioria absoluta do PS. 

Miguel Cardina

Uma certa hipersensibilidade pátria de que Miguel Sousa Tavares se toma como ventríloquo procura conter o debate sobre o passado colonial e sobre as suas representações no presente. Mas ele está aí, vai continuar e para o fazer precisaremos de todas as vozes disponíveis e lúcidas.

José Maria Cardoso

A grande novidade da COP 26 foi o fulgor dos movimentos sociais muito marcado pela contestação assertiva de jovens militantes da causa que durante as duas semanas do evento se juntaram todos os dias em debates e manifestações criando em alternativa a “Cimeira dos Povos”.

João Bernardo Narciso

À esquerda, as assimetrias de poder são centrais à critica do capitalismo. Para aprofundar a democracia, é necessário acabar com o poder do capital. Mas para a expandir, é preciso democratizar todas as estruturas sociais.

Francisco Louçã

Há uma razão para a pressão tão arrogante da OCDE, como também para a submissão de vários governos à sua agenda: o que estes “peritos” nos dizem é que há uma prioridade acima de todas, reforçar a disciplina social e a subjugação do trabalho. É só isso que está em causa.

Os sucessivos governos regionais açorianos têm prestado mais atenção aos interesses da indústria local de tabaco, que à saúde das suas populações. O novo governo regional escolheu claramente ficar do lado dos interesses da indústria, contra o interesse da saúde pública e finanças regionais.

José Soeiro

Esta será, sem dúvida, nos próximos meses e anos, uma das lutas mais importantes para impedir a desarticulação dos direitos do trabalho e travar uma das mais agressivas estratégias de exploração que estão em marcha. Deu-se um passo muito importante, mas a disputa permanece em aberto.

Miguel Guedes

Após um empilhador de polémicas chamado Cabrita, a fasquia está agora muito alta: para um ministro abandonar um Governo terá de acumular muitos, inquestionáveis passos em falso.

Pedro Filipe Soares

A nova tentativa para intoxicar o debate público é inventar em Portugal o debate sobre a vacinação obrigatória. Quem ouvir a IL ou o Chega, ou até mesmo o PSD fica com a certeza de haver quem queira a vacinação obrigatória em Portugal.