No fim de contas, estes dois anos de governação de PSD, BTF e CDS em pouco diferem dos 12 anos em que o PS esteve no poder. Os papéis apenas se inverteram: mudam as moscas, mas o cheiro é o mesmo.
Apanhados de surpresa, é como se o gesto cooperativo nos lembrasse uma parte de nós, a que sabe desse paradoxo matemático que faz com que, em tantas circunstâncias, dividir seja multiplicar.
O título talvez possa não capturar toda a angústia e revolta que os agentes culturais dos Açores sentem neste momento, mas é um grito necessário para despertar consciências e reivindicar a preservação de um património inestimável.
No século xxi «formação do proletariado enquanto classe» tem de passar por aí. Não por uma soma de lutas paralelas, mas pela sua integração num programa de classe, que permita disputar as grandes clivagens políticas do nosso século para saídas socialistas.
Algumas das razões para as oscilações nas lideranças na América Latina podem ser medidas por dois exemplos de tiranos, o de Salvador, Nayib Bukele, e o da Nicarágua, Daniel Ortega.
Durante os últimos 4 anos viu-se e sentiu-se a falta que fez a voz do Bloco no Parlamento. A falta de uma voz claramente identificada com os direitos e com a verdadeira autonomia a ser usada em benefício do povo e não só de alguns.
O antigo Café Rialto é hoje uma loja. A enorme pintura mural Síntese da História, de Abel Salazar, foi totalmente coberta com uma parede que permitiu colocar mais umas quantas prateleiras.
Não se entende toda esta negligência, resultante da falta de investimento, por parte do Governo Regional quando pretende afirmar a nossa região no setor do turismo de cruzeiros e nem condições para embarque e desembarque de passeiros tem nas ilhas do Grupo Ocidental.
A convicção de que se pode desaparecer da zona de guerra com um acordo invisível foi o pior negócio da vida de Prigozhin. As palavras de Putin assentam-lhe como uma luva.
Um governo de esquerda teria certamente de enfrentar a hostilidade presidencial de Marcelo, o lóbi dos proprietários e a barragem comunicacional sobre a “propriedade”, mas faria o oposto, nos conteúdos, do que o PS propõe com este programa.
A 3 de abril foram aprovadas alterações ao Código de Trabalho. A nova versão conta agora com elementos relativos à utilização da inteligência artificial em ambientes de trabalho. Algumas implicações vão ser decisivas para as organizações representativas dos trabalhadores.
A JMJ 2023 só tem um problema: é que, ao contrário das JMJ em Espanha, onde os contribuintes não pagaram nada, em Portugal, o custo para o Estado e as autarquias envolvidas já vai em 80 milhões (tanto como o que a Igreja diz ter gasto).